Os millennials, nascidos entre 1981 e 1996, estão enfrentando sua terceira recessão econômica global, causada pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Essa geração já passou por crises como a do subprime em 2008, a recessão brasileira de 2015 e a pandemia de 2020. Agora, muitos estão adiando planos de vida, como casamento e compra de imóveis.
A pesquisadora Enid Ramos, do Ipea, explica que a visão pessimista dos millennials vem de um cenário cheio de incertezas. Apesar de terem investido em educação, muitos se endividaram e não conseguiram encontrar boas oportunidades de trabalho. Mesmo com um nível de escolaridade mais alto que as gerações anteriores, o diploma não garante mais a mobilidade social esperada.
Dados mostram que, em 2019, apenas 46% dos millennials nos EUA, entre 25 e 37 anos, eram casados, em comparação com 83% da geração silenciosa na mesma faixa etária em 1968. O mercado de trabalho se tornou mais instável, dificultando a segurança profissional e financeira. Além disso, a saúde mental da geração está em risco, com uma forte relação entre desemprego e sofrimento psicológico. Apesar do pessimismo, muitos jovens ainda buscam formas de transformação para enfrentar os desafios atuais.
Os millennials, nascidos entre mil novecentos e oitenta e um e mil novecentos e noventa e seis, enfrentam sua terceira recessão econômica global, desta vez impulsionada pela guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Essa geração já vivenciou crises significativas, como a do subprime em dois mil e oito, a recessão brasileira de dois mil e quinze e a pandemia de dois mil e vinte. Agora, muitos se veem obrigados a adiar planos de vida, como casamento e aquisição de imóveis.
A pesquisadora Enid Ramos, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), aponta que a visão pessimista dos millennials é resultado de um cenário de incertezas. Eles foram incentivados a investir em educação, mas muitos se endividaram e não conseguiram ver esse esforço refletido em oportunidades de trabalho. Apesar de terem um nível de escolaridade superior ao das gerações anteriores, o diploma já não garante a mobilidade social esperada.
Dados do Pew Research Center revelam que, em dois mil e dezenove, apenas quarenta e seis por cento dos millennials nos Estados Unidos, entre vinte e cinco e trinta e sete anos, eram casados, em contraste com oitenta e três por cento da geração silenciosa na mesma faixa etária em mil novecentos e sessenta e oito. Além disso, o mercado de trabalho se tornou mais volátil, dificultando a estabilidade profissional e financeira dessa geração.
A saúde mental dos millennials também está em risco, com uma forte correlação entre desemprego e sofrimento psíquico. A especialista destaca que a pressão por padrões de sucesso, exacerbada pela tecnologia, gera uma sensação de inadequação. Apesar do pessimismo, ainda existe um desejo de transformação entre os jovens, que buscam alternativas para enfrentar os desafios atuais.
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