A indústria de capital de risco está enfrentando dificuldades devido à queda nas ações e à incerteza causada por tarifas do governo dos Estados Unidos. Com menos ofertas públicas iniciais e fusões, as startups estão ficando privadas por mais tempo, o que pressiona os fundos de capital de risco. Recentemente, empresas como Klarna e StubHub decidiram adiar suas IPOs por causa da instabilidade nos mercados.
Especialistas afirmam que, em momentos de crise, é difícil prever como os mercados privados vão se comportar. As avaliações das startups geralmente só mudam quando elas buscam novos investimentos, o que pode dificultar a captação de recursos. Startups em estágios mais avançados são mais afetadas pelas oscilações do mercado. Contudo, alguns acreditam que a incerteza pode abrir oportunidades para startups de tecnologia na Europa, que podem se tornar mais atraentes à medida que o ambiente nos Estados Unidos se torna menos favorável.
A indústria de capital de risco enfrenta um cenário desafiador, agravado pela recente queda nas ações e pela incerteza gerada por tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos. A escassez de ofertas públicas iniciais (IPOs) e fusões e aquisições, juntamente com a tendência de startups permanecerem privadas por mais tempo, pressiona os fundos de capital de risco. Com a recente decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de implementar tarifas recíprocas, empresas como a fintech Klarna e a plataforma de venda de ingressos StubHub decidiram adiar suas IPOs devido à turbulência nos mercados globais.
Tobias Bengtsdahl, parceiro do fundo Antler na região nórdica, afirmou que “ninguém pode ir ao mercado com essa turbulência”. Ele destacou que, em momentos de queda acentuada, é necessário prever o comportamento dos mercados privados, que não reagem da mesma forma que os públicos. As avaliações das startups apoiadas por capital de risco geralmente só mudam durante novas rodadas de captação, o que pode dificultar a captação de recursos, especialmente para empresas em estágios mais avançados.
As empresas em estágios mais avançados estão mais expostas às oscilações do mercado público, o que torna a captação de capital mais complicada. Alex Barr, parceiro da Sarasin Bread Street, ressaltou que os gestores de fundos enfrentam pressão para garantir saídas, como IPOs ou fusões e aquisições. Enquanto isso, Sanjot Malhi, da Northzone, acredita que a incerteza pode beneficiar startups de tecnologia na Europa, que podem se tornar mais atraentes à medida que o ambiente nos Estados Unidos se torna menos hospitaleiro.
Christel Piron, CEO da PSV Foundry, observou que a incerteza gerada pelas tarifas está unindo mais os países europeus, com fundadores optando por permanecer e expandir suas operações na região. Malhi também mencionou que, se o mercado de IPOs continuar restrito, ainda haverá oportunidades de fusões e aquisições, além de rodadas de captação em condições menos favoráveis. Os investidores esperam que o mercado de IPOs se recupere ao longo do mandato de Trump, que prometeu revitalizar esse setor.
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