Armínio Fraga, ex-presidente do Banco Central, sugeriu que o Brasil congele o salário mínimo em termos reais e reduza gastos tributários para melhorar a situação fiscal do país. Ele fez essas declarações na 11ª Brazil Conference, destacando a urgência de reformas. Fraga acredita que essas medidas poderiam gerar uma economia de 3% do PIB e que é necessário revisar as prioridades do gasto público, especialmente em relação à Previdência, que precisa de uma nova reforma. Ele também criticou o atual arcabouço fiscal, comparando sua execução a dirigir uma Ferrari a alta velocidade, e ressaltou a importância de enfrentar questões como segurança e incentivos fiscais que beneficiam os mais ricos. Além disso, Fraga mencionou o envelhecimento da população e a pressão sobre a Previdência, defendendo que o Congresso deve priorizar essas questões para aumentar a produtividade do Estado e os recursos disponíveis.
O ex-presidente do Banco Central, Armínio Fraga, propôs o congelamento do salário mínimo em termos reais e a redução de gastos tributários como medidas para melhorar a situação fiscal do Brasil. Ele fez essas declarações durante a 11ª Brazil Conference, realizada em Boston, no dia 12 de abril de 2025. Fraga enfatizou a urgência de reformas, afirmando que o Brasil é um paciente “grave”, mas não terminal.
Fraga sugeriu que o congelamento do salário mínimo e a redução de gastos tributários em 2% do PIB poderiam gerar uma economia de 3% do PIB, o que mudaria o cenário fiscal. Ele também destacou a necessidade de revisar as prioridades do gasto público, especialmente em relação à Previdência, que requer uma nova reforma significativa. O economista mencionou que o sistema atual apresenta sintomas insustentáveis, como os altos juros.
Além disso, Fraga criticou o arcabouço fiscal, comparando sua execução a “pilotar uma Ferrari a 300 quilômetros por hora”, alertando para os riscos envolvidos. Ele ressaltou que o Brasil deve enfrentar questões como segurança e crime organizado, além de discutir incentivos fiscais que beneficiam os mais ricos, como deduções de Imposto de Renda.
Por fim, Fraga abordou a questão demográfica e o envelhecimento da população, que pressionam a Previdência. Ele defendeu que o Congresso deve incorporar essas questões nas suas prioridades para aumentar a produtividade do Estado e, consequentemente, os recursos disponíveis.
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