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Fidcs se destacam no mercado financeiro com R$ 10,2 bilhões do Banco Master em 2024

Fidcs do Banco Master atraem investidores com rentabilidade superior ao CDI e isenção de "come-cotas", mas exigem análise cuidadosa dos riscos.

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O Banco Master anunciou que possui R$ 10,2 bilhões em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (Fidcs), que estão se tornando populares, especialmente por não terem a cobrança de “come-cotas” e pela expectativa de rentabilidade entre 1% e 5% acima do CDI, mesmo com o aumento do risco. Os Fidcs compram direitos a receber, como pagamentos de cartões de crédito e boletos, permitindo que empresas antecipem recebimentos. Essa opção é atraente para pequenas e médias empresas que não conseguem financiamento tradicional. Com a Selic em 14,25%, os investimentos em Fidcs se tornam mais interessantes, mas ainda apresentam riscos, como a possibilidade de calotes. Para reduzir esses riscos, os fundos diversificam seus recebíveis e oferecem diferentes tipos de cotas. Especialistas alertam que os Fidcs não são indicados para investidores muito conservadores, mas podem ser uma boa opção para diversificação. É importante analisar bem os ativos, pois a rentabilidade pode ser maior em setores mais arriscados.

O Banco Master anunciou que possui R$ 10,2 bilhões em Fundos de Investimentos em Direitos Creditórios (Fidcs), destacando-se em um setor que já acumula R$ 587 bilhões em patrimônio líquido. A popularidade dos Fidcs cresceu entre investidores, especialmente devido à ausência de “come-cotas” e à expectativa de rentabilidade entre 1% e 5% acima do CDI, mesmo com o aumento do risco.

Os Fidcs operam comprando direitos creditórios, como recebíveis de cartões de crédito e boletos, permitindo que cedentes antecipem pagamentos. Essa modalidade é atraente para pequenas e médias empresas, que frequentemente não têm acesso ao financiamento tradicional. Décio Baptista Santos, da Liberum Ratings, ressalta que “ninguém vive sem crédito”, destacando a capilaridade dos Fidcs.

Com a taxa Selic em 14,25%, os investimentos em Fidcs se tornam ainda mais atrativos, embora apresentem riscos, como a possibilidade de calotes. Para mitigar esses riscos, os fundos diversificam seus recebíveis e podem ter diferentes tipos de cotas, como sênior e subordinada. A liquidez também varia, com Fidcs abertos permitindo resgates, mas sem garantias de imediata disponibilidade.

Especialistas, como Bruno Corano, CEO da Corano Capital, alertam que Fidcs não são indicados para investidores conservadores, mas podem ser uma boa opção para diversificação. Fayga Czerniakowski Delbem, da Itaú Asset, recomenda uma análise cuidadosa dos ativos, enfatizando que a rentabilidade pode ser maior em setores com mais risco, como pequenas empresas de varejo.

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