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Investidores devem redobrar a cautela em renda fixa com aumento do risco de calote

Juros altos e recorde de recuperação judicial elevam riscos em renda fixa; investidores devem ser cautelosos na escolha de títulos.

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Os juros no Brasil estão altos, com a Selic em 14,25% ao ano, o que afeta o consumo e aumenta a inadimplência. Em 2024, houve um recorde de 2.273 pedidos de recuperação judicial, mostrando a pressão sobre as empresas. Além disso, as empresas captaram R$ 574,8 bilhões em títulos de dívida, o que aumenta o risco para os investidores. Nesse cenário, os títulos de renda fixa oferecem retornos altos, mas também apresentam riscos maiores. Especialistas recomendam cautela ao escolher papéis de bancos e empresas, destacando que o Tesouro Direto é mais seguro e atrativo. Marília Fontes, da Nord Investimentos, sugere priorizar o Tesouro Direto, pois os papéis privados não compensam os riscos atuais. Thiago Carone, da Nova Futura Private, alerta sobre a saúde financeira dos emissores e a importância de entender os riscos de CDBs e LCAs. Camilla Dolle, da XP, acredita que os papéis de bancos são menos preocupantes, desde que sejam de instituições sólidas, mas recomenda cuidado com títulos de empresas, que não têm a proteção do Fundo Garantidor de Crédito. A análise de agências de classificação de risco é fundamental para evitar surpresas negativas no mercado de crédito.

Os juros no Brasil estão em alta, com a Selic alcançando 14,25% ao ano, o que afeta o consumo e aumenta a inadimplência. Em 2024, os pedidos de recuperação judicial atingiram um recorde de 2.273 solicitações, refletindo a pressão sobre as empresas. A captação de R$ 574,8 bilhões em títulos de dívida corporativa também eleva o risco para investidores.

Nesse cenário, os títulos de renda fixa, embora ofereçam retornos elevados, apresentam riscos crescentes. Especialistas recomendam cautela ao escolher papéis emitidos por bancos e empresas. O Tesouro Direto se torna mais atrativo, já que oferece segurança e juros competitivos em comparação a outros títulos, como Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e Letras de Crédito Agrícola e Imobiliário (LCAs e LCIs).

Marília Fontes, sócia-fundadora da Nord Investimentos, sugere que os investidores priorizem o Tesouro Direto, afirmando que os juros dos papéis privados não compensam os riscos atuais. Thiago Carone, da Nova Futura Private, alerta sobre a saúde financeira dos emissores e a importância de entender os riscos associados a CDBs e LCAs.

Camilla Dolle, da XP, acredita que os papéis de bancos são menos preocupantes, desde que sejam de instituições sólidas. Contudo, recomenda cautela com títulos de empresas, que não têm a proteção do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). A análise de agências de classificação de risco é essencial para evitar surpresas negativas no mercado de crédito.

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