Igor Calvet, o novo presidente da Anfavea, disse que a situação do setor automotivo brasileiro está preocupante. Ele alertou que, se não forem tomadas medidas, as montadoras podem desistir dos R$ 180 bilhões em investimentos que haviam prometido. A principal ameaça vem dos Estados Unidos, onde as tarifas de importação estão aumentando, o que pode fazer com que o México, que tem custos de produção mais baixos, envie mais carros para o Brasil. A crise na Argentina também está afetando a demanda por peças brasileiras. As montadoras estão pedindo regras para proteger o setor, especialmente contra a importação de carros elétricos da China. Calvet criticou a falta de avanços em programas de incentivo e a incerteza trazida pela nova Reforma Tributária. Ele, que assume a Anfavea como o primeiro presidente fora das montadoras, quer aumentar a influência da entidade no Congresso e pressionar por tarifas mais altas para carros elétricos, que devem chegar a 35% em 2026. A competição com empresas chinesas, que tentam reduzir impostos, é vista como uma ameaça à indústria brasileira.
Igor Calvet, novo presidente da Anfavea, afirmou que a perspectiva para o setor automotivo brasileiro se tornou “amedrontadora”. Em entrevista ao GLOBO, ele destacou que, se não houver ações efetivas, as montadoras poderão recuar dos R$ 180 bilhões em investimentos anunciados no ano passado.
Calvet apontou que a principal ameaça vem dos Estados Unidos, onde as tarifas de importação estão aumentando. Isso pode resultar em um excesso de produção no México, que, devido a custos mais baixos, pode inundar o mercado brasileiro com veículos. A situação é agravada pela crise econômica na Argentina, que reduz a demanda por peças brasileiras.
As montadoras pedem regulamentações para proteger o setor, especialmente contra a importação de carros elétricos da China. Calvet criticou a falta de progresso no programa Mover e a ausência de um decreto para o IPI verde, que prometia incentivos para veículos sustentáveis. A Reforma Tributária também trouxe incertezas, incluindo um imposto seletivo que afetará o setor.
Calvet, que assume a Anfavea nesta terça-feira, será o primeiro presidente fora das montadoras. Ele pretende aumentar a presença da entidade no Congresso e pressionar por tarifas mais altas para carros elétricos, que devem chegar a 35% em 2026. A competição com empresas chinesas, que buscam reduzir impostos, é vista como uma afronta à política de industrialização do Brasil.
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