Alexandre Allard, um empresário francês, teve sua participação no hotel Rosewood em São Paulo reduzida de 40% para 35% por não ter pago R$ 60 milhões para obras. Ele pode perder ainda mais participação, chegando a 15%. Allard não investiu cerca de R$ 100 milhões, que é sua parte em um empréstimo do grupo chinês CTF, dono da rede Rosewood. Ele acusa os sócios chineses de tentarem aumentar sua participação e entrou com um processo alegando espionagem e usurpação de direitos autorais, relacionado ao uso da marca Rosewood, que ele criou. Allard não quis comentar sobre a disputa e a empresa BM Participações também não se manifestou.
Empresário francês tem participação reduzida em hotel de luxo em São Paulo
O empresário francês Alexandre Allard teve sua participação no hotel Rosewood, localizado no complexo Cidade Matarazzo, em São Paulo, reduzida de 40% para 35%. A diminuição ocorreu devido à falta de pagamento de R$ 60 milhões referentes a obras, com risco de nova redução para 15%.
De acordo com documentos obtidos pelo Painel S.A., Allard não injetou cerca de R$ 100 milhões, valor correspondente à sua parte em um empréstimo feito pelo grupo chinês CTF (Chow Tai Fook Enterprises Limited), proprietário da rede Rosewood. O pagamento inicial de R$ 60 milhões para as obras do hotel de seis estrelas não foi realizado no final do ano passado.
Ações em garantia e disputa judicial
Os R$ 100 milhões correspondem à parcela de Allard em uma emissão de debêntures da BM Empreendimentos, empresa que controla o Rosewood. A emissão totalizou cerca de R$ 300 milhões e visava financiar as obras durante a pandemia.
Allard acusa os sócios chineses de tentarem aumentar sua participação na empresa e entrou com uma ação na Justiça, alegando ter sido alvo de espionagem corporativa e usurpação de direitos autorais. A disputa se concentra no uso da marca Rosewood, que contém traços autorais criados pelo empresário.
Empresário nega comentar disputa societária
Em nota, Alexandre Allard afirmou que discute na Justiça a violação de seus direitos e suspeitas de espionagem. O empresário se recusou a comentar sobre a disputa societária, alegando que se trata de dados financeiros de uma empresa privada. A BM Participações também não se manifestou sobre o caso.
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