O Cade impediu a compra do Hospital Policlínica, em Cascavel, pela Unimed do Paraná, recomendando a rejeição do negócio de R$ 85 milhões. A decisão foi tomada devido ao risco de a Unimed, que já tem mais de 80% do mercado de planos de saúde na região, aumentar sua dominância e prejudicar a concorrência. O Hospital Policlínica é responsável por quase 50% dos atendimentos na cidade. A Amil, uma concorrente, alertou que a aquisição poderia criar uma concorrência desleal e dificultar a atuação de outras operadoras. O Cade identificou que a compra poderia restringir o acesso a serviços de saúde e afetar os beneficiários da Unimed. Agora, a avaliação do Cade será analisada pelos conselheiros do órgão. Essa não é a primeira vez que o Cade recomenda a rejeição de uma compra pela Unimed, já que em junho de 2024, também bloqueou a aquisição da Fundação Ouro Branco por cooperativas da Unimed em Minas Gerais.
Cade impede compra de hospital pela Unimed no Paraná por risco de monopólio
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) bloqueou a aquisição do Hospital Policlínica, em Cascavel, pela Unimed do Paraná. A decisão, divulgada nesta quinta-feira (17), recomenda a rejeição do negócio de R$ 85 milhões por potencial risco de “fechamento de mercado”. A medida atende a preocupações de concorrentes sobre a dominância da Unimed na região.
A Unimed buscava adquirir o hospital, controlado pela Hospital Care, de Elie Horn, Julio Bozano e do fundo Crescera. O Policlínica é responsável por quase 50% dos atendimentos na cidade, enquanto a Unimed detém mais de 80% do mercado de planos de saúde na região.
Durante a análise, a Amil alertou que a compra poderia intensificar a posição dominante da Unimed, gerando concorrência desleal e dificultando a atuação de outras operadoras. A empresa argumentou que a operação representaria um entrave à comercialização de seus produtos.
Análise do Cade aponta para incentivos ao fechamento de mercado. A superintendência-geral do Cade identificou elementos que indicam capacidade e incentivos para a restrição da concorrência. Os riscos envolvem tanto a oferta de serviços hospitalares quanto o acesso dos beneficiários da Unimed Cascavel.
O órgão destacou que a integração vertical entre planos de saúde e hospitais pode gerar impactos negativos. A avaliação da superintendência será agora analisada pelos conselheiros do Cade, que decidirão sobre o caso.
Decisão segue linha de outras recomendações. Em junho de 2024, a superintendência do Cade também recomendou a rejeição da compra da Fundação Ouro Branco (FOB) por cooperativas da Unimed em Minas Gerais.
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