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Tarifas de Trump ameaçam negócios de café importados da África e aumentam custos para consumidores

Tarifas de 10% sobre produtos africanos ameaçam a importação de café da Kahawa 1893, impactando preços e qualidade para consumidores.

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A Kahawa 1893, uma empresa de café dos Estados Unidos, enfrenta dificuldades devido a novas tarifas de 10% sobre produtos africanos, o que pode aumentar os preços e afetar a qualidade do café. Fundada em 2018 por Margaret Nyamumbo, a empresa importa café de países como Quênia e Ruanda e teve vendas de 3 milhões de dólares em 2023. As tarifas mudam a situação em relação ao Acordo de Crescimento e Oportunidade da África, que isentava esses produtos de tarifas. Nyamumbo teme que a empresa precise aumentar os preços, já que as margens de lucro são baixas, e que a qualidade do café possa cair se forem buscadas alternativas mais baratas. Além disso, tarifas sobre produtos chineses, como embalagens, também impactam os custos. Especialistas acreditam que a situação pode levar a um aumento nos preços do café, com mais café do Vietnã sendo enviado para a Europa e o africano sendo mais procurado nos Estados Unidos. A incerteza sobre a renovação do AGOA gera preocupações entre os importadores, e a resolução deve ocorrer na próxima colheita, no outono.

Empresas de café africano temem aumento de custos com novas tarifas dos EUA

A Kahawa 1893, empresa de café com sede nos Estados Unidos, e outras importadoras africanas enfrentam um cenário de incertezas devido à imposição de novas tarifas de 10% sobre produtos provenientes do continente. A medida, anunciada pelo governo americano, pode elevar os preços para o consumidor final e impactar a qualidade do produto.

Fundada em 2018 por Margaret Nyamumbo, a Kahawa 1893 se dedica a importar café de países como Quênia, Ruanda, Tanzânia e República Democrática do Congo, com o objetivo de apoiar agricultoras locais. A empresa registrou vendas de US$ 3 milhões em 2023, segundo documentos revisados pela CNBC Make It.

As tarifas representam uma mudança abrupta em relação ao Acordo de Crescimento e Oportunidade da África (AGOA), que previa isenção tarifária para produtos africanos. A validade do AGOA está prevista para setembro, e a possível não renovação agrava a preocupação das empresas.

Impacto na cadeia de suprimentos

Nyamumbo expressa preocupação com a possível necessidade de aumentar os preços do café, já que a margem de lucro no setor é baixa. A executiva também alerta para a possibilidade de queda na qualidade do produto, caso as empresas busquem alternativas mais baratas para reduzir custos.

A situação é agravada pelas tarifas impostas a produtos chineses, como embalagens e vidro, utilizados pela Kahawa 1893. A empresa estuda alternativas para mitigar os custos, como redirecionar os embarques por outros países.

Volatilidade e incertezas

Especialistas preveem que a volatilidade na cadeia de suprimentos pode levar a um aumento nos preços do café. A expectativa é que mais café vietnamita seja direcionado para a Europa, enquanto o africano poderá ter maior demanda nos Estados Unidos.

Ainda não está claro se as tarifas atuais substituem o AGOA, o que gera incerteza entre os importadores. A resolução da situação é aguardada para a próxima colheita, no outono. A African Coalition for Trade já manifestou pessimismo em relação à renovação do acordo.

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