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Apostas em ‘la bolita’ crescem em meio à crise econômica em Cuba

A crise econômica em Cuba impulsiona o aumento das apostas em "la bolita", uma loteria clandestina que se adapta à realidade desesperadora da população.

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Cuba está passando por uma crise econômica grave, com falta de alimentos e medicamentos, além de inflação alta. Nesse cenário, a loteria clandestina chamada “la bolita” tem atraído mais apostadores. Carlos, que trabalha como “apontador” dessa loteria em Havana, diz que as pessoas estão jogando mais para tentar melhorar suas condições de vida. A loteria, que se baseia em resultados de loterias dos Estados Unidos, se popularizou após a chegada da internet móvel em 2018. Apesar de ser ilegal, “la bolita” existe há 66 anos e movimenta milhões de pesos diariamente. O salário médio em Cuba é de cerca de 5 mil pesos, o que faz muitos buscarem a sorte como uma forma de ganhar dinheiro. Rubén, um jogador, comenta que as pessoas falam sobre os números da loteria antes de qualquer cumprimento, mas alerta sobre os riscos de se endividar. Por outro lado, Rogelio teve sorte e ganhou 270 mil pesos em pouco tempo. A loteria também usa um sistema de interpretação de sonhos, conhecido como “charada cubana”, que é popular entre os apostadores. A crescente popularidade de “la bolita” mostra como a população busca maneiras de sobreviver em tempos difíceis.

Aumento de Apostas Clandestinas em Cuba Reflete Crise Econômica

Havana – Em meio à severa crise econômica que atinge Cuba, com escassez de alimentos, medicamentos e inflação crescente, a loteria clandestina conhecida como “la bolita” tem visto um aumento significativo no número de apostadores. A informação foi divulgada por Carlos, um “apontador” da loteria, que atua em Havana Velha há duas décadas.

Segundo Carlos, que preferiu não ter o nome completo divulgado, a população cubana está recorrendo cada vez mais a jogos de azar como forma de lidar com a desesperança diante da crise. A loteria, que se baseia nos resultados de loterias dos Estados Unidos, ganhou popularidade com a expansão do acesso à internet móvel em 2018.

Apesar de ilegal, “la bolita” sobrevive há 66 anos em Cuba, operando através de uma rede de “apontadores”, “coletores” e “banqueiros”. O sistema é baseado na confiança e movimenta milhões de pesos diariamente. O salário médio em Cuba gira em torno de 5 mil pesos (R$ 246), o que leva muitos a buscar na sorte uma alternativa para complementar a renda.

Rubén, um jogador de 32 anos, relata que as pessoas agora perguntam sobre os números sorteados antes mesmo de cumprimentar. Contudo, ele alerta para os riscos da ludopatia e do endividamento. Em contraste, Rogelio, de 47 anos, teve um golpe de sorte recente, ganhando 270 mil pesos (R$ 13.200) em duas semanas, o equivalente a 61 salários mínimos.

A loteria se adapta à cultura local, utilizando a “charada cubana”, um sistema de interpretação numérica de sonhos e situações. Durante o governo de Fidel Castro, o número 1 era frequentemente apostado quando o líder aparecia em público, pois era associado ao cavalo, como era conhecido.

A popularidade crescente de “la bolita” é um reflexo da difícil situação econômica em Cuba, onde a população busca alternativas para sobreviver em meio à escassez e à inflação. A loteria, apesar de ilegal, se tornou uma válvula de escape para muitos cubanos.

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