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bp adquire totalidade da BP Bunge e amplia produção de biocombustíveis no Brasil

A BP intensifica sua presença no Brasil com a aquisição da BP Bunge, ampliando a produção de etanol e investindo em biocombustíveis.

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A BP, uma grande empresa de energia, comprou a BP Bunge, produtora de biocombustíveis no Brasil, por 1,4 bilhão de dólares no final de 2024. Com essa compra, a BP agora controla totalmente a empresa, que se chama bp bioenergy, e quer aumentar sua presença no mercado de energias de baixo carbono. A aquisição permite que a BP produza mais etanol e invista em biocombustíveis como biometano e combustíveis sustentáveis para aviação. A empresa aumentou seu número de funcionários de 200 para 9.000 e pode produzir 51.000 barris de etanol por dia. A bp bioenergy já planeja expandir uma usina em Tocantins com um investimento de 530 milhões de reais e um projeto de irrigação receberá mais 250 milhões de reais entre 2026 e 2030. O presidente da BP Brasil, Andres Guevara, disse que essa aquisição é importante para a transição energética da empresa, que está se tornando mais focada em fontes de energia de baixo carbono. A BP também está investindo em tecnologias para usar subprodutos da cana-de-açúcar para produzir biometano e está pesquisando formas de reduzir os custos de produção de etanol de segunda geração. A empresa vê sua experiência no mercado de combustíveis como uma vantagem, mas reconhece que precisa melhorar suas habilidades na agricultura. A nova Lei do Combustível do Futuro, que apoia a produção de biocombustíveis, é um bom sinal para o setor, e a BP planeja investir em biometano, buscando maneiras de comercializar o gás e reduzir a dependência do diesel.

A britânica BP concluiu a aquisição da totalidade da BP Bunge, uma das maiores produtoras de biocombustíveis do Brasil, por 1,4 bilhão de dólares no final de 2024. A transação, que tornou a empresa totalmente controlada pela BP, agora denominada bp bioenergy, visa expandir a atuação da companhia no mercado de energias de baixo carbono.

Com a aquisição, a BP aumentou sua capacidade de produção de etanol e diversificou seus investimentos em biocombustíveis, incluindo biometano e combustíveis sustentáveis para aviação. A empresa saltou de 200 para 9.000 funcionários no país e possui capacidade para produzir 51.000 barris por dia de etanol equivalente.

A bp bioenergy já aprovou a expansão de uma usina em Tocantins, com um investimento de aproximadamente 530 milhões de reais, para ampliar a capacidade de produção. Além disso, um projeto de irrigação, que já recebeu 140 milhões de reais desde 2020, receberá mais 250 milhões de reais entre 2026 e 2030.

Diversificação e Transição Energética

Andres Guevara, presidente da bp Brasil, explica que a aquisição é um passo fundamental na transição energética da empresa. “Estamos nos transformando em uma empresa integrada de energia, com foco em fontes de baixo carbono”, afirma o executivo.

O etanol, segundo a BP, oferece vantagens em relação a outras opções de baixo carbono, permitindo a expansão e diversificação dos negócios. Atualmente, a empresa produz etanol, eletricidade (a partir do bagaço da cana) e açúcar, com planos de investir em biogás, biometano e etanol de segunda geração.

Novos Investimentos e Tecnologias

A BP pretende utilizar a vinhaça, subproduto do processamento da cana, para produzir biometano. A empresa também investe em pesquisa de enzimas para reduzir o custo de produção do etanol de segunda geração, em seu centro de tecnologia nos Estados Unidos.

A experiência da BP no mercado de combustíveis, incluindo a logística e o *trading*, é vista como uma vantagem para lidar com o etanol. No entanto, a empresa reconhece a necessidade de aprimorar sua expertise na parte agrícola, que envolve riscos climáticos.

Combustível do Futuro e Biometano

A recente aprovação da Lei do Combustível do Futuro, que incentiva a produção e o consumo de biocombustíveis, como o SAF (combustível sustentável de aviação) e o biometano, é vista como um fator positivo para o setor. A BP planeja investir em biometano ainda este ano, buscando alternativas para comercializar o gás, como o uso em usinas remotas ou a venda para indústrias. O objetivo é substituir o diesel e reduzir a pegada de carbono.

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