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Gastos com demurrage no Brasil chegam a US$ 2,3 bilhões em 2024 devido a entraves portuários

Gastos com demurrage no Brasil atingem US$ 2,3 bilhões em 2024, enquanto porto de São Francisco do Sul reduz tempo de espera para navios.

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Os custos com demurrage em portos brasileiros chegaram a US$ 2,3 bilhões em 2024, um aumento de 15% em relação ao ano anterior. Esse crescimento é resultado de problemas de infraestrutura e burocracia, além de condições climáticas adversas e um alto número de embarcações. O porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, fez melhorias que reduziram o tempo de espera dos navios de quase 12 para 9 dias. No entanto, o setor de porta-contêineres enfrenta dificuldades, com 1.127 cancelamentos de escalas em 2024, um aumento de quase 50% em relação ao ano passado, e atrasos que subiram 33%, totalizando 3.122 ocorrências. Nove dos treze terminais monitorados estão operando acima da capacidade ideal, e a limitação do calado faz com que navios operem com menos carga, afetando as exportações. O setor pede mais obras e leilões de terminais, mas a burocracia do governo torna esses processos lentos, com a construção de um novo terminal levando de 7 a 10 anos.

Custos com sobre-estadia em portos brasileiros atingem US$ 2,3 bilhões em 2024. O valor representa um aumento de 15% em relação aos US$ 2 bilhões registrados no ano anterior, refletindo os desafios de infraestrutura e burocráticos que afetam o setor. Problemas climáticos e altos volumes de embarcações também contribuem para o cenário.

Um estudo da Bain & Company aponta que o demurrage – taxa cobrada por permanência da carga no terminal além do prazo – é impactado por fatores como tempestades e variação de marés. A ampliação da profundidade dos terminais pode reduzir o tempo de espera dos navios, explica Felipe Cammarata, sócio da consultoria.

O porto de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, tem investido em melhorias para diminuir o tempo de espera das embarcações. O terminal catarinense movimenta cargas como soja, milho e produtos siderúrgicos. O tempo de espera para atracar no porto caiu de quase 12 para 9 dias entre janeiro e fevereiro deste ano, segundo o monitoramento local.

A sobre-estadia e os entraves também preocupam o segmento de porta-contêineres. Um levantamento da Solve Shipping registrou 1.127 cancelamentos de escalas nos principais portos do país em 2024, um aumento de quase 50% em relação ao ano anterior. Atrasos também subiram 33%, atingindo 3.122 ocorrências.

Nove dos treze terminais monitorados pela Solve Shipping operam com capacidade acima do ideal. A dificuldade de acesso devido ao calado limitado também é um problema. Navios operam com capacidade reduzida para evitar problemas, prejudicando as exportações.

Representantes do setor defendem a necessidade de obras de ampliação e novos leilões de terminais. No entanto, a burocracia do governo federal dificulta a implementação dessas soluções. Segundo Leandro Carelli, sócio da Solve Shipping, construir um terminal no Brasil leva de 7 a 10 anos, desde a autorização até a operação.

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