Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Confiança de médias empresas brasileiras atinge menor nível em três anos

Confiança de médias empresas brasileiras atinge menor nível em três anos, com queda nas expectativas de investimento e contratação.

0:00
Carregando...
0:00

A confiança dos empresários brasileiros de médio porte caiu para 44,4 pontos no primeiro semestre de 2025, o menor nível desde 2022. Essa queda de 4,3 pontos em relação ao semestre anterior mostra uma percepção negativa do ambiente econômico. As expectativas futuras diminuíram 5,1 pontos, enquanto a avaliação das condições atuais caiu 3,4 pontos. Os setores industrial e comercial foram os mais afetados, com quedas de 5,3 e 4 pontos, respectivamente. A alta da inflação e o aumento dos custos dos insumos estão prejudicando a confiança. As médias empresas planejam investir apenas 3,92% do faturamento, uma queda em relação aos 4,6% do semestre anterior, embora o setor de serviços preveja um aumento para 5,12%. A expectativa de crescimento de empregos também diminuiu, passando de 4,9% em 2024 para 3,3% em 2025. Apesar disso, a demanda e o faturamento devem crescer, com um aumento projetado de 11,7% para 2025, superando a inflação esperada de 5,65%. A pesquisa foi realizada com 616 empresas de médio porte entre fevereiro e março de 2025.

Confiança do empresário de médio porte atinge mínima em três anos

A confiança do empresário brasileiro de médio porte recuou para 44,4 pontos no primeiro semestre de 2025, o menor nível desde o início da série histórica do Índice de Confiança das Médias Empresas (ICME) da Fundação Dom Cabral (FDC), em 2022. A queda de 4,3 pontos em relação ao segundo semestre de 2024 reflete a percepção de piora no ambiente econômico e social.

O indicador, que considera valores abaixo de 50 pontos como sinal de falta de confiança, foi impactado pela diminuição das expectativas futuras, que caíram 5,1 pontos, atingindo 46,5 pontos. A avaliação das condições atuais também apresentou recuo, de 3,4 pontos, chegando a 42,3 pontos.

Setores industriais e comerciais lideram queda de confiança

A análise setorial revela que a indústria e o comércio registraram os maiores recuos de confiança, com quedas de 5,3 e 4 pontos, respectivamente. O setor de serviços, embora também tenha apresentado diminuição de 3,3 pontos, manteve um nível de confiança superior aos demais.

A FDC aponta que a alta da inflação e o custo dos insumos contribuem para a crescente elevação dos custos dos negócios, impactando negativamente a confiança dos empresários. A professora Áurea Ribeiro ressalta que a percepção de piora no ambiente econômico e social também influencia o cenário.

Investimentos e contratações em desaceleração

As médias empresas projetam investir apenas 3,92% do faturamento bruto anual nos negócios, uma redução em comparação aos 4,6% previstos no segundo semestre de 2024. O setor de serviços se destaca como o único com tendência de alta nos aportes, com previsão de investir 5,12% do faturamento.

O ritmo de contratação também apresenta desaceleração, com expectativa de crescimento de 3,3% nos postos de trabalho em 2025, abaixo dos 4,9% observados em 2024.

Demanda e faturamento em alta, mas com cautela

Apesar do cenário de desconfiança, há indicativos de aumento da demanda, tanto nas condições atuais – com alta de 5,6 pontos, atingindo 50,6 pontos – quanto nas expectativas futuras, que subiram 2 pontos, marcando 54,6 pontos.

A expectativa é de que o faturamento das médias empresas cresça 11,7% em 2025, superando o IPCA acumulado projetado para o ano, de 5,65%, e quase dobrando o crescimento de 6,1% registrado em 2024. Ribeiro acredita que o aumento da demanda pode estar relacionado a estímulos como o crédito consignado do setor privado.

A pesquisadora destaca que as empresas podem estar apostando em ganhos de produtividade, buscando novos processos mais eficientes e investindo em automação para lidar com a pressão da inflação e dos custos crescentes. A pesquisa da FDC foi realizada entre 4 de fevereiro e 13 de março de 2025, com 616 empresas de médio porte.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais