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Volvo Group anuncia demissões de até 800 trabalhadores nos EUA devido a incertezas tarifárias

Volvo e Ford enfrentam desafios com tarifas de Trump, resultando em demissões e suspensão de exportações. Setor automotivo se adapta à crise.

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A Volvo Group anunciou que vai demitir até 800 trabalhadores em três fábricas nos Estados Unidos devido à incerteza causada pelas tarifas do presidente Donald Trump, que aumentaram os custos de produção e reduziram a demanda por seus veículos. As fábricas afetadas ficam em Macungie, na Pensilvânia, Dublin, na Virgínia, e Hagerstown, em Maryland. Ao mesmo tempo, a Ford suspendeu o envio de SUVs e picapes para a China, também por causa das tarifas de importação de 25% que aumentaram os preços e prejudicaram a competitividade da empresa no mercado chinês. Modelos como o F-150 Raptor e o Mustang estão entre os afetados. A Ford calcula que suas exportações para a China poderiam gerar cerca de 900 milhões de dólares em lucro. A situação está fazendo com que várias montadoras repensem suas estratégias de produção e considerem aumentar os preços para lidar com os custos mais altos.

Volvo e Ford reagem às tarifas de Trump com cortes e suspensão de exportações

A Volvo Group anunciou o corte de até 800 empregos em três unidades nos Estados Unidos, em resposta à incerteza gerada pela política tarifária do presidente Donald Trump. A decisão afeta fábricas em Macungie (Pensilvânia), Dublin (Virgínia) e Hagerstown (Maryland).

Segundo a empresa, a medida visa alinhar a produção à queda na demanda por seus veículos. A Volvo emprega cerca de 20 mil pessoas na América do Norte e busca se adaptar ao cenário de custos crescentes e interrupções na cadeia de suprimentos.

Guerra comercial impacta setor automotivo

Paralelamente, a Ford suspendeu os embarques de SUVs, picapes e carros esportivos para a China. A ação é resultado das tarifas de importação de 25% impostas por Trump, que elevam o custo dos veículos e afetam a competitividade da empresa no mercado chinês.

A suspensão atinge modelos como o F-150 Raptor, Mustang e Bronco, fabricados em Michigan, e o Lincoln Navigator, produzido em Kentucky. A Ford estima que o lucro operacional das exportações para a China seja de cerca de US$ 900 milhões.

Empresas recalculam estratégias

A política tarifária de Trump, que derrubou o sistema de comércio global, tem gerado incerteza e impactado o setor automotivo. Diversas montadoras estão recalculando suas produções e considerando o aumento de preços para compensar os custos adicionais.

A guerra comercial entre China e Estados Unidos também afetou outros setores, como o da aviação, com a proibição de importação de aviões da Boeing pelo país asiático. A Ford, apesar de menos impactada que outras empresas, pode aumentar os preços de seus veículos caso as tarifas persistam.

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