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Boeing 737 MAX destinado à Xiamen Airlines retorna aos EUA devido a tarifas bilaterais

Boeing 737 MAX destinado à Xiamen Airlines retorna aos EUA devido a tarifas de 125% impostas pela China, complicando entregas na indústria.

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Um Boeing 737 MAX que estava a caminho da Xiamen Airlines, na China, voltou para os Estados Unidos devido a tarifas altas entre os dois países. A China impôs uma taxa de 125% sobre aeronaves americanas, em resposta a tarifas de 145% que os EUA aplicaram sobre produtos chineses. O avião, que já tinha a pintura da companhia aérea, pousou em Seattle após uma longa viagem com paradas para reabastecimento. Essa situação pode dificultar a compra do jato, que vale cerca de 55 milhões de dólares. Nem a Boeing nem a Xiamen Airlines comentaram sobre o retorno do avião. Esse episódio mostra como as tarifas estão afetando as entregas de novas aeronaves e a recuperação da Boeing, que já enfrentou problemas com o modelo 737 MAX. A incerteza sobre as tarifas pode fazer com que as companhias aéreas adiem a entrega de novos aviões.

Boeing 737 MAX retorna aos EUA devido a tarifas elevadas entre EUA e China

Um avião Boeing 737 MAX, destinado à companhia aérea chinesa Xiamen Airlines, retornou aos Estados Unidos no sábado (13). A aeronave foi afetada pelas tarifas de retaliação impostas entre os dois países, em meio à disputa comercial.

O jato, que havia sido pintado com a identidade visual da Xiamen Airlines, pousou no Boeing Field, em Seattle, às 18h11, segundo testemunhas da Reuters. A viagem de retorno, com cerca de 8 mil quilômetros, incluiu escalas para reabastecimento em Guam e Havaí.

A China impôs uma tarifa de 125% sobre aeronaves americanas em resposta ao aumento de tarifas sobre importações chinesas, elevadas para 145% pelo presidente Donald Trump. A medida impacta as entregas e gera incertezas no setor.

Segundo a consultoria IBA, um novo 737 MAX tem valor de mercado de cerca de US$ 55 milhões. A imposição de tarifas poderia inviabilizar a aquisição da aeronave pela companhia chinesa.

Boeing e Xiamen não comentaram o caso

Nem a Boeing, fabricante da aeronave, nem a Xiamen Airlines responderam aos pedidos de comentário sobre a decisão de retornar o avião aos Estados Unidos. A situação demonstra a disrupção nas entregas de novas aeronaves devido ao fim do status de isenção de tarifas na indústria aeroespacial.

Recuperação da Boeing é afetada

O retorno do 737 MAX ocorre em um momento de recuperação da Boeing, que enfrentou uma paralisação de quase cinco anos nas entregas do modelo e tensões comerciais anteriores. Analistas apontam que a incerteza sobre as tarifas pode levar as companhias aéreas a adiarem a entrega de novos aviões.

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