O governo dos EUA vai retomar a cobrança de empréstimos estudantis federais em default a partir de 5 de maio, afetando 1,8 milhão de mutuários. Essa decisão vem após um período de suspensão que começou em março de 2020 devido à pandemia. Os mutuários que não pagarem suas dívidas podem ter o score de crédito reduzido e até ter salários penhorados. O Departamento de Educação enviará e-mails com informações sobre a nova política e recomenda que os devedores entrem em contato com o Default Resolution Group para discutir opções de pagamento. Especialistas financeiros alertam que é importante agir rapidamente para evitar problemas. Essa mudança ocorre após o fim do período de alívio que protegia os mutuários e é parte de uma reestruturação do Departamento de Educação. Críticos afirmam que a administração atual dificultou a saída dos mutuários do default.
Governo dos EUA retoma cobrança de empréstimos estudantis federais em default. A Secretária de Educação, Linda McMahon, anunciou que 1,8 milhão de mutuários voltarão a ter suas dívidas cobradas a partir de 5 de maio. A suspensão, iniciada em março de 2020 devido à pandemia, chegava ao fim.
A medida terá impacto direto nos mutuários em default, que poderão ter o score de crédito reduzido e salários penhorados caso não realizem os pagamentos. O Departamento de Educação informou que os devedores receberão um e-mail nos próximos dias com detalhes sobre a nova política.
Para evitar a inadimplência, o governo recomenda que os mutuários entrem em contato com o Default Resolution Group para negociar planos de pagamento, aderir a programas de renda ou reabilitar o empréstimo. O Departamento de Educação também ampliou o atendimento telefônico e atualizou um simulador de pagamento.
Especialistas financeiros alertam para a importância de agir rapidamente. Kalman Chany, consultor financeiro, aconselha a proatividade para evitar problemas com a cobrança. “Melhor cuidar disso o mais rápido possível”, afirma.
A retomada da cobrança ocorre após o fim do período de alívio concedido pela administração Biden, que protegia os mutuários dos impactos dos atrasos até setembro de 2024. A decisão segue uma decisão da Suprema Corte de 2023, que considerou inconstitucional o plano de perdão generalizado de dívidas estudantis proposto pelo governo.
Segundo McMahon, a medida visa proteger os contribuintes, já que a dívida não desaparece, mas é transferida para outros. Atualmente, cerca de 42 milhões de americanos possuem empréstimos estudantis federais, e aproximadamente 5,3 milhões estão em default.
A decisão faz parte de uma reestruturação mais ampla do Departamento de Educação, iniciada durante a administração Trump, que incluiu a transferência da gestão de empréstimos estudantis para a Small Business Administration. Críticos, como Mike Pierce, do Student Borrower Protection Center, acusam a administração Trump e McMahon de impedir que os mutuários saíssem do default.
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