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Queda nas doações preocupa setor filantrópico; jovens mostram menor disposição para contribuir

A crise de generosidade nos EUA revela que 25% dos adultos não doaram nada no último ano, com jovens sendo os menos propensos a contribuir.

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Uma pesquisa recente mostra que 75% dos adultos nos Estados Unidos doaram para instituições de caridade no último ano, mas 25% não contribuíram nada. Isso indica uma possível crise de generosidade, já que as doações têm diminuído. A maioria dos doadores deu até 500 dólares, um valor considerado baixo para as necessidades das organizações sem fins lucrativos. Os jovens adultos, especialmente aqueles com menos de 45 anos, são os menos propensos a doar, mesmo ganhando mais. Apenas 60% dos adultos com menos de 30 anos doaram itens como alimentos e roupas, em comparação com 80% dos adultos com 60 anos ou mais. As doações mais comuns foram para organizações religiosas e aquelas que ajudam pessoas em situação de vulnerabilidade, com 40% dos adultos contribuindo para essas causas. Histórias pessoais também motivam doações, como o caso de uma mulher que começou a doar mais após perder seus animais de estimação em um incêndio. Além disso, a pesquisa revelou que os adultos mais jovens tendem a acreditar que não têm muita responsabilidade em ajudar os necessitados, enquanto os mais velhos veem a doação como um dever social.

Crise de generosidade nos EUA: pesquisa aponta queda nas doações

Uma nova pesquisa da AP-NORC Center for Public Affairs Research revela sinais mistos sobre a generosidade dos americanos. Apesar de 75% dos adultos terem feito doações para instituições de caridade no último ano, 25% não contribuíram financeiramente. O estudo aponta para uma possível “crise de generosidade”, com quedas nas doações em anos recentes.

A maioria dos doadores contribuiu com até 500 dólares, valor considerado baixo para as necessidades das organizações sem fins lucrativos. Apesar disso, o fato de muitos americanos terem doado, mesmo que pouco, é visto como um sinal positivo em um cenário de cortes de financiamento governamental e aumento do custo de vida.

Jovens adultos são os menos propensos a doar

Adultos com menos de 45 anos demonstraram menor propensão a doar, independentemente da renda. A pesquisa indica que essa geração pode ter uma menor inclinação a contribuir com causas beneficentes. Apenas 60% dos adultos com menos de 30 anos doaram alimentos, roupas ou itens domésticos no último ano, comparado com 80% dos adultos com 60 anos ou mais.

Religião e necessidades básicas lideram as doações

As organizações religiosas e aquelas que oferecem auxílio em necessidades básicas, como alimentação e moradia, foram as mais procuradas pelos doadores. 40% dos adultos contribuíram com instituições que ajudam pessoas em situação de vulnerabilidade nos Estados Unidos. Moradora da Flórida, Daniel Valdes, relata doar sempre que possível, pois “é um ato de boa vontade ajudar os desfavorecidos”.

Experiências pessoais motivam a doação

Histórias de vida também influenciam a decisão de doar. Bethany Berry, de 37 anos, aumentou suas doações após perder seus animais de estimação em um incêndio na Califórnia. Ela agora contribui com organizações de resgate animal e grupos de ajuda mútua online, acreditando que é importante retribuir ao universo.

Responsabilidade social em debate entre gerações

A pesquisa também revelou diferenças geracionais na percepção da responsabilidade social. Adultos com menos de 45 anos são mais propensos a acreditar que não têm grande responsabilidade em ajudar pessoas necessitadas, mesmo com maior poder aquisitivo. Regina Evans, aposentada de 68 anos, afirma que doar é um “requisito” para quem vive em sociedade, pois “o que você dá, volta para você”.

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