A Boeing está mudando a entrega de jatos 737 Max que seriam enviados para a China, redirecionando-os para outros clientes, como a Air India, porque a China não aceitou novas entregas devido a altas tarifas dos EUA. O CEO Kelly Ortberg disse que a empresa está buscando novos compradores e, se não encontrar, as aeronaves serão colocadas à venda novamente. A Boeing tem cerca de 50 jatos que deveriam ser entregues ainda este ano. A Air India já aceitou 41 desses jatos e está interessada em mais. Apesar das dificuldades, a Boeing teve resultados financeiros melhores do que o esperado, com uma perda menor do que a prevista e um consumo de caixa livre também melhor. As ações da empresa subiram após a divulgação dos resultados. Ortberg mencionou que a produção do 737 Max deve aumentar, com a meta de 38 unidades por mês, podendo chegar a 42 em 2025. A Boeing ainda tem uma grande carteira de pedidos, o que ajuda a enfrentar as tensões comerciais.
A Boeing está redirecionando jatos 737 Max que seriam entregues à China para outros clientes, como a Air India. A decisão ocorre após a recusa da China em aceitar novas entregas devido a tarifas de 145% impostas pelo governo dos Estados Unidos. O CEO Kelly Ortberg confirmou a situação em entrevista à CNBC, destacando que a empresa não espera muito tempo para encontrar novos compradores.
A fabricante americana enfrenta incertezas quanto ao destino de cerca de 50 jatos programados para entrega ainda este ano. Ortberg afirmou que a Boeing está trabalhando ativamente com seus clientes e que, caso não haja interesse, as aeronaves serão recolocadas no mercado. A Air India já aceitou 41 jatos originalmente destinados a companhias aéreas chinesas e demonstrou interesse em mais unidades.
Resultados financeiros da Boeing superaram as expectativas, com uma perda ajustada por ação de 49 centavos, a menor em mais de um ano. A empresa também reportou um consumo de caixa livre de US$ 2,3 bilhões no primeiro trimestre, melhor do que os US$ 3,4 bilhões previstos por analistas. As ações da Boeing subiram até 8,7% após a divulgação dos resultados.
Ortberg destacou que a Boeing está no caminho para aumentar a produção do 737 Max, com a meta de atingir 38 unidades mensais, podendo elevar esse número para 42 ainda em 2025. A empresa busca reverter o consumo de caixa e voltar a gerar fluxo positivo na segunda metade do ano. Apesar das dificuldades, a Boeing mantém uma carteira de pedidos robusta, estimada em meio trilhão de dólares, o que proporciona flexibilidade para enfrentar as tensões comerciais.
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