Moisés Schmidt, um fazendeiro da Bahia, está criando a maior fazenda de cacau do mundo com um investimento de 300 milhões de dólares. O projeto, que será maior que a ilha de Manhattan, tem como objetivo aumentar a produção de cacau no Brasil de 200 mil toneladas para 1,6 milhão de toneladas em dez anos. A fazenda, localizada em Riachão das Neves, usará cacaueiros de alto rendimento, totalmente irrigados e fertilizados, com a meta de cultivar 1.600 árvores por hectare, em comparação com as 300 árvores das fazendas tradicionais. Essa técnica deve aumentar a produtividade para 4.000 quilos por hectare. A crise no setor global de cacau, causada por doenças e mudanças climáticas em países como Costa do Marfim e Gana, cria oportunidades para o Brasil, onde os preços do cacau quase triplicaram em 2024. Schmidt acredita que o Brasil pode se tornar um importante produtor de cacau. Sua empresa, a Schmidt Agrícola, que já cultiva soja, milho e algodão, está em negociações com grandes empresas do setor, como Cargill e Barry Callebaut, para garantir o fornecimento de cacau. No entanto, especialistas alertam sobre os riscos de plantações em larga escala, como a vulnerabilidade a doenças devido à monocultura, e destacam a importância de diversificar as variedades de cacau cultivadas.
Moisés Schmidt, um fazendeiro da Bahia, está desenvolvendo a maior fazenda de cacau do mundo, com um investimento de US$ 300 milhões. O projeto, que ocupará uma área maior que a ilha de Manhattan, visa aumentar a produção de cacau no Brasil, atualmente em 200 mil toneladas, para 1,6 milhão de toneladas em dez anos.
A fazenda, localizada em Riachão das Neves, utilizará cacaueiros de alto rendimento, totalmente irrigados e fertilizados. Schmidt planeja cultivar 1.600 árvores por hectare, em contraste com as 300 árvores das fazendas tradicionais. Essa técnica deve resultar em uma produtividade significativamente maior, com a meta de alcançar 4.000 quilos por hectare.
A crise atual no setor global de cacau, causada por doenças e mudanças climáticas na Costa do Marfim e Gana, abre oportunidades para o Brasil. Os preços do cacau dispararam, quase triplicando em 2024, o que torna o investimento em grandes plantações mais atraente. Schmidt acredita que o Brasil pode se tornar um polo importante na produção de cacau.
A Schmidt Agrícola, que já cultiva mais de 35 mil hectares de soja, milho e algodão, está em negociações com grandes empresas do setor, como a Cargill e a Barry Callebaut. Essas parcerias visam garantir o fornecimento de cacau e desenvolver projetos de expansão. A Barry Callebaut, por exemplo, está investindo em uma fazenda de 5.000 hectares na Bahia.
Entretanto, especialistas alertam para os riscos associados a plantações em larga escala, como a vulnerabilidade a doenças devido à monocultura. Karina Peres Gramacho, fitopatologista da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), destaca a importância de diversificar as variedades de cacau cultivadas. A qualidade do cacau produzido sob luz solar direta também é uma preocupação, embora testes iniciais não tenham mostrado diferenças significativas em sabor.
Entre na conversa da comunidade