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Telecall enfrenta crise no setor de telecomunicações e acumula dívida de R$ 41 milhões em Colombia

Telecall enfrenta crise na Colômbia após inadimplência de R$ 41 bilhões, colocando em risco seu projeto de 5G e gerando preocupações no setor.

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A Telecall, uma operadora brasileira, não pagou 41 bilhões de pesos colombianos, cerca de 10 milhões de dólares, ao governo da Colômbia pela compra de espectro para a tecnologia 5G. O pagamento estava atrasado há quatro meses, levando a um processo administrativo por inadimplência. A empresa justificou o atraso dizendo que a crise no setor de telecomunicações a impediu de pagar. Em dezembro de 2023, a Telecall havia adquirido um bloco de espectro por mais de 300 bilhões de pesos colombianos, aproximadamente 70 milhões de dólares, em uma subasta. O ex-viceministro de conectividade, Gabriel Jurado, afirmou que a Telecall pediu adiamentos, mas o governo não pode mudar as regras que já foram seguidas por outras empresas. Se não pagar, a concessão pode ser cancelada e a empresa perderá o direito de usar o espectro. O representante da Telecall na Colômbia, Iván Mantilla, comparou a situação da empresa com a da Wom, que também está reestruturando suas finanças e recebeu adiamentos. Mantilla disse que a Telecall está buscando novos investimentos para continuar suas operações. O projeto da empresa está parado, mas a comunicação com o governo continua, e um plano para regularizar a situação foi apresentado. A Claro, que é a maior operadora do país, expressou descontentamento e pediu ao governo que recupere o espectro. Jurado alertou que a falta de pagamento pode afetar as finanças do governo e limitar investimentos em telecomunicações sociais.

Telecall não paga por espectro 5G e enfrenta processo na Colômbia

A operadora brasileira Telecall não cumpriu o pagamento de 41 bilhões de pesos colombianos (aproximadamente 10 milhões de dólares) ao Estado colombiano, referente à aquisição de espectro para operar a tecnologia 5G no país. O atraso, que já dura quatro meses, resultou em um processo administrativo por inadimplência.

A empresa alegou que a crise no setor de telecomunicações a impediu de realizar o desembolso, previsto para novembro de 2023. Em dezembro de 2023, a Telecall havia conquistado um bloco de espectro de 80 MHz na banda de 3,5 GHz por mais de 300 bilhões de pesos colombianos (cerca de 70 milhões de dólares) em uma subasta pública.

O ex-viceministro de conectividade do Ministério das Tecnologias, Gabriel Jurado, ressaltou que a Telecall solicitou repetidos adiamentos e que o Ministério não pode alterar as regras da subasta, já cumpridas por outros operadores. A penalidade para o não pagamento é a anulação da concessão e a perda do direito de uso do espectro.

O representante legal da Telecall na Colômbia, Iván Mantilla, argumentou que a situação financeira da empresa é semelhante à da Wom, outra operadora em processo de reestruturação, e que esta última recebeu diversos adiamentos. Ele informou que a empresa buscou novos investimentos, incluindo o apoio de Steve Papas, fundador da Parallel Wireless, para avançar com a operação.

Projeto paralisado e impacto nas contas estatais

O processo administrativo contra a Telecall está em andamento no Ministério das Tecnologias. Mantilla admitiu que o projeto da empresa no país está paralisado, mas que a comunicação com o Ministério continua, com a apresentação de um plano de cumprimento para regularizar a situação.

A Claro, líder do mercado colombiano com 52,8% de participação, manifestou insatisfação com o caso e pediu que o governo recupere o espectro. Jurado alertou que o não pagamento pode gerar um déficit nas contas estatais e limitar os investimentos em projetos de telecomunicações sociais.

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