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Fraudes no Pix crescem 80% em 2024, causando R$ 6,5 bilhões em prejuízos

Banco Central registra 11 milhões de queixas de fraudes no Pix em 2024, com apenas 7% dos R$ 6,5 bilhões devolvidos. Novas medidas de autoatendimento chegam em outubro.

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O Banco Central recebeu mais de 11 milhões de queixas de fraudes no sistema de pagamentos Pix em 2024, com 4,7 milhões confirmadas, resultando em R$ 6,5 bilhões em prejuízos. Esse número representa um aumento de cerca de 80% em relação ao ano anterior. Até agora, apenas R$ 459 milhões foram devolvidos às vítimas, o que equivale a 7% do total perdido. O BC recebeu 5 milhões de pedidos de devolução, mas aceitou apenas 1,56 milhão, principalmente devido ao encerramento de contas que receberam as transações fraudulentas ou à falta de saldo. A devolução pode ser parcial, dependendo do saldo na conta de destino. Em janeiro, o BC aceitou devolver R$ 200 milhões, mas apenas R$ 21 milhões foram efetivamente restituídos, com 86% das recusas ocorrendo por falta de saldo. O BC possui um mecanismo de rastreio, mas a trilha do dinheiro se perde após várias transferências. A partir de 1º de outubro, o BC implementará um sistema de autoatendimento para solicitações de devolução, permitindo que os usuários contestem transações diretamente pelo aplicativo do banco. As vítimas devem solicitar a devolução em até 80 dias após a transação, e o banco tem sete dias para analisar o pedido. Se aprovado, o valor é bloqueado na conta do recebedor e a devolução pode ocorrer em até 96 horas.

O Banco Central (BC) registrou mais de 11 milhões de queixas de fraudes no sistema de pagamentos Pix em 2024, com 4,7 milhões confirmadas, resultando em R$ 6,5 bilhões em prejuízos para os correntistas. O número de fraudes aumentou cerca de 80% em relação a 2023, quando foram contabilizadas 2,6 milhões de ocorrências. Até agora, o BC conseguiu devolver apenas R$ 459 milhões, o que representa 7% do total perdido.

Os dados foram obtidos pelo jornal O Estado de S. Paulo por meio da Lei de Acesso à Informação. O BC recebeu 5 milhões de pedidos de devolução, mas aceitou apenas 1,56 milhão. As recusas ocorreram principalmente devido ao encerramento de contas que receberam as transações fraudulentas ou à falta de saldo. Quase R$ 5 bilhões em transações fraudulentas não foram estornados.

Medidas de Devolução

A devolução pode ser parcial, dependendo do saldo na conta de destino. Em janeiro, o BC aceitou devolver R$ 200 milhões, mas apenas R$ 21 milhões foram efetivamente restituídos. A falta de saldo motivou 86% das recusas. Quadrilhas costumam pulverizar os valores entre contas laranjas, dificultando a recuperação.

O BC possui um mecanismo de rastreio chamado Dict, que coleta informações sobre contas transacionais. Contudo, a trilha do dinheiro se perde após várias transferências. O fundador da fintech Jazz Tech, José Roberto Kracochansky, destacou que a identificação de fraudes é complexa, pois os laranjas fornecem seus dados pessoais.

Novas Funcionalidades

O BC anunciou que, a partir de 1º de outubro, implementará um sistema de autoatendimento para solicitações de devolução. Essa mudança permitirá que os usuários contestem transações diretamente pelo aplicativo do banco, sem a necessidade de atendimento presencial. O objetivo é acelerar o processo e aumentar as chances de bloqueio dos valores transferidos indevidamente.

As vítimas de fraudes devem solicitar a devolução à instituição financeira em até 80 dias após a transação. O banco tem um prazo de sete dias para analisar o pedido e, se aprovado, o valor é bloqueado na conta do recebedor. A devolução pode ocorrer em até 96 horas.

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