Os sistemas agroflorestais, conhecidos como SAFs, estão se mostrando uma alternativa sustentável à monocultura, com resultados positivos em produtividade e recuperação ambiental. Uma pesquisa recente de 2023 revelou que os SAFs superam os métodos tradicionais, ajudam a aumentar a biodiversidade e melhoram a vida dos agricultores. Em Timburi, São Paulo, uma propriedade que antes produzia 23 sacas de café por hectare agora alcança 46 sacas sem usar fertilizantes químicos. O engenheiro florestal Valter Ziantoni, que cuida da propriedade, explica que a agrofloresta combina várias culturas, como banana e mandioca, o que melhora a saúde do solo e a renda dos produtores. Junto com agricultores locais, Ziantoni plantou cerca de 500 mil árvores em áreas degradadas, transformando 300 hectares em uma das maiores agroflorestas do Brasil, aumentando a produtividade em média em 60% e reduzindo problemas com secas. Uma análise de 21 artigos científicos mostrou que 71,4% deles indicam maior rendimento nas agroflorestas em comparação com a monocultura, além de melhor qualidade do solo e um microclima que favorece a polinização. Apesar dos benefícios, os SAFs ainda são pouco comuns no Brasil, principalmente por causa dos altos custos de implantação, que exigem mais mão de obra e insumos. O biólogo Guilherme Proietti Imura, que adotou o SAF em sua propriedade, notou que, apesar das dificuldades, a escolha trouxe resultados positivos, como maior produção de alimentos e aumento da fauna local. Estudos sugerem que recuperar 1,02 milhão de hectares de áreas desmatadas com SAFs poderia gerar 256 milhões de toneladas de alimentos. A Belterra Agroflorestal está tentando conectar empresas e produtores para incentivar a adoção de SAFs, com a ideia de que empresas que precisam cumprir metas de sustentabilidade podem ajudar os agricultores oferecendo melhores condições de mercado.
Os sistemas agroflorestais (SAFs) estão se destacando como uma alternativa sustentável à monocultura, com resultados positivos em produtividade e recuperação ambiental. Uma pesquisa de 2023 confirmou que os SAFs superam os sistemas convencionais, promovendo a biodiversidade e melhorando a qualidade de vida dos agricultores.
Em Timburi, São Paulo, uma propriedade rural que antes produzia 23 sacas de café por hectare agora alcança 46 sacas sem o uso de fertilizantes químicos. O engenheiro florestal Valter Ziantoni, responsável pela propriedade, destaca que a agrofloresta inclui diversas culturas, como banana, mandioca e goiaba. Essa diversidade melhora a saúde do solo e contribui para a renda dos produtores.
Ziantoni e agricultores locais plantaram cerca de 500 mil árvores em áreas degradadas, transformando 300 hectares em uma das maiores agroflorestas do Brasil. A produtividade na região aumentou em média 60%, e os agricultores enfrentam menos problemas com secas. Além disso, houve uma redução no uso de insumos químicos e a recuperação de nascentes secas.
Uma análise de 21 artigos científicos revelou que 71,4% deles mostraram maior rendimento nas agroflorestas em comparação com a monocultura. Os SAFs apresentam melhor qualidade do solo e um microclima favorável, que favorece a polinização e o controle biológico de pragas.
Apesar dos benefícios, os SAFs ainda são pouco comuns no Brasil. O custo de implantação é um obstáculo, pois requer mais mão de obra e insumos. Andrey Borges, da Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (Cati), ressalta que muitos produtores desistem devido a esses custos iniciais.
O biólogo Guilherme Proietti Imura, que adotou o SAF em sua propriedade em Nova Aliança, observa que, apesar das dificuldades, a escolha trouxe resultados positivos. Ele agora produz mais alimentos e notou um aumento na fauna local.
Estudos indicam que a recuperação de 1,02 milhão de hectares de áreas desmatadas com SAFs poderia gerar 256 milhões de toneladas de alimentos. Fabricio Ferreira, da Embrapa, defende a promoção das agroflorestas como uma estratégia para restaurar áreas degradadas e gerar emprego.
A Belterra Agroflorestal busca conectar empresas e produtores para incentivar a adoção de SAFs. Valmir Ortega, fundador da instituição, afirma que empresas que precisam cumprir metas de sustentabilidade podem impulsionar essa transição, oferecendo melhores condições de mercado aos agricultores.
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