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China intensifica investimentos na mineração brasileira, destacando nióbio e lítio

China intensifica investimentos na mineração brasileira, com foco em nióbio e ferro, impulsionando a demanda por minérios estratégicos.

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A China está cada vez mais interessada na mineração no Brasil, especialmente em minérios como nióbio e ferro. Durante um evento em Xangai, Liu Jianfeng, da CMOC Group, anunciou que a empresa quer investir mais no Brasil e na América Latina. A CMOC é uma das maiores mineradoras do mundo e já produz uma parte significativa do nióbio global. Além disso, outras empresas chinesas, como a MMG e a CNMC, também estão investindo no setor mineral brasileiro, com aquisições que somam milhões de dólares. O Brasil está criando uma política para atrair mais investimentos em minerais essenciais para a energia limpa. Em 2024, a China foi o principal destino das exportações brasileiras de minério, com uma grande parte do minério de ferro e manganês indo para lá. A Vale China enviou uma quantidade significativa de minério de ferro para a China, que busca insumos de melhor qualidade para suas indústrias. A demanda por minérios brasileiros continua alta, especialmente com as mudanças na indústria do aço na China.

O interesse da China pela indústria mineral brasileira está em ascensão. Durante o “Summit Valor Econômico Brazil-China 2025” em Xangai, Liu Jianfeng, diretor de investimentos da CMOC Group, anunciou que a empresa busca novas oportunidades de investimento no Brasil e na América Latina. A China Molybdenum Company (CMOC) é uma das maiores mineradoras do mundo, com ativos de fosfato em Ouvidor (GO) e nióbio em Catalão (GO). Em 2024, a CMOC produziu 10 mil toneladas de nióbio, representando 11% da produção global.

Os planos da CMOC se somam a outros investimentos chineses no Brasil. Em fevereiro, a MMG Singapore Resources adquiriu os negócios de níquel da Anglo American por US$ 500 milhões. Em novembro de 2024, a China Nonferrous Metal Mining (CNMC) comprou a mineradora Taboca, que explora estanho no Amapá, por US$ 340 milhões. A Huaxin Cement também investiu US$ 186 milhões na aquisição da pedreira Embu S.A.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, anunciou que o Brasil terá uma política nacional de minerais críticos para a transição energética, visando atrair mais investimentos. Em 2024, a China foi o principal destino das exportações brasileiras de minério, com 71,2% do minério de ferro e 70,8% do manganês. Daniel Abdo, da Sigma Lithium, destacou a crescente demanda chinesa por lítio, com previsão de dobrar a capacidade de produção até 2025.

A Vale China, por sua vez, destinou 187 milhões de toneladas de minério de ferro ao país asiático em 2024, representando mais de 60% de suas exportações. Liu Qiang, da Children’s Investment Fund Foundation, ressaltou a valorização do minério de ferro brasileiro pelas siderúrgicas chinesas, que buscam insumos de melhor qualidade para aumentar a sustentabilidade. A transformação na indústria do aço na China, com foco na construção civil e na indústria automotiva, mantém o interesse pelo minério brasileiro.

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