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Mercado de escritórios na América Latina apresenta recuperação desigual entre cidades

São Paulo e Lima lideram a recuperação do mercado de escritórios na América Latina, enquanto Buenos Aires, Santiago e Bogotá enfrentam desafios.

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O mercado de escritórios na América Latina apresenta diferenças significativas entre as cidades, segundo a consultoria Cushman & Wakefield. Enquanto São Paulo e Lima estão vendo a recuperação dos preços, Buenos Aires, Santiago e Bogotá enfrentam altas taxas de vacância. Em São Paulo, a absorção de 150 mil metros quadrados em 2024 é a maior desde 2017, com aluguéis subindo 12%, chegando a R$ 131 por metro quadrado. A demanda na avenida Faria Lima está elevando os preços, que já superam R$ 300 em alguns casos. Em Lima, o crescimento do PIB de 3,3% ajudou a reduzir a vacância para 14,4%, com o preço do metro quadrado a US$ 16,5. No Rio de Janeiro, a vacância é alta, em 29%, mas os preços permanecem estáveis em R$ 77. Buenos Aires absorveu 41 mil metros quadrados em 2024, mas a vacância é de 15,9%. Santiago apresenta um mercado instável, enquanto Bogotá vê crescimento na demanda, mas com vacância de 10%. O México tem um cenário misto, com 209 mil metros quadrados absorvidos em 2024 e preços estáveis em US$ 21,60, refletindo mudanças no perfil de ocupação devido ao trabalho remoto.

O mercado imobiliário de escritórios na América Latina apresenta desempenhos variados entre as principais cidades, conforme análise da consultoria Cushman & Wakefield. A recuperação do PIB na região ocorre em ritmo moderado, refletindo tendências distintas em cada país.

São Paulo e Lima se destacam na recuperação dos preços, enquanto Buenos Aires, Santiago e Bogotá enfrentam altas taxas de vacância. O mercado mexicano apresenta um cenário misto, com alta absorção, mas preços estáveis. Em São Paulo, a absorção líquida de 150 mil metros quadrados em 2024 representa o maior volume desde 2017. O preço médio dos aluguéis subiu 12% em relação a 2023, alcançando R$ 131 por metro quadrado.

A demanda no centro financeiro, especialmente na avenida Faria Lima, impulsiona os preços, que já superaram R$ 300 em alguns negócios. O diretor de Pesquisa de Mercado da Cushman & Wakefield, Dennys Andrade, destaca que “a pressão inflacionária e a quase inexistência de oferta elevam os preços”.

Em Lima, o crescimento projetado de 3,3% no PIB do Peru favoreceu a demanda, resultando na menor taxa de vacância da região, de 14,4%. O preço do metro quadrado subiu para US$ 16,5. No Rio de Janeiro, a vacância é alta, em 29%, mas os preços se mantêm estáveis em R$ 77 por metro quadrado.

Buenos Aires mostra sinais de recuperação no segmento premium, com 41 mil metros quadrados absorvidos em 2024, mas a taxa de vacância permanece em 15,9%. Santiago apresenta um mercado errático, com absorção negativa em alguns trimestres. Em Bogotá, a demanda por escritórios cresce, mas a vacância se mantém em 10%.

O mercado mexicano, por sua vez, vive um contraste, com 209 mil metros quadrados absorvidos em 2024, mas preços estáveis em US$ 21,60. A mudança no perfil de ocupação devido ao trabalho remoto impacta a dinâmica do setor.

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