Investidores retiraram 8,6 bilhões de dólares de fundos sustentáveis no primeiro trimestre de 2025, um recorde histórico. As saídas foram mais notáveis na Europa e nos Estados Unidos, mostrando uma resistência crescente a investimentos que seguem critérios ambientais, sociais e de governança, conhecidos como ESG. Nos EUA, essa tendência já dura dez trimestres, enquanto na Europa, é a primeira vez desde 2018 que os investidores estão vendendo mais do que comprando, com uma retirada de 1,2 bilhão de dólares. A resistência ao ESG está aumentando, especialmente entre os americanos, e agora também afeta a Europa, onde esses investimentos eram mais populares. Críticos, muitas vezes ligados à direita política, afirmam que os investimentos ESG priorizam questões sociais em vez de retornos financeiros. A chefe de pesquisa da Morningstar Sustainalytics, Hortense Bioy, comentou que a reação negativa nos EUA está influenciando gestores de ativos em todo o mundo. Durante o primeiro trimestre, muitos produtos sustentáveis mudaram de nome na Europa, e vários fundos foram liquidadas ou fundidos, com um número recorde de fechamentos nos EUA. Bioy também mencionou que a mudança na definição de empresas de defesa como aceitáveis para fundos ESG pode confundir investidores que antes evitavam esses investimentos, indicando uma transformação significativa no mercado de investimentos sustentáveis.
Investidores retiraram US$ 8,6 bilhões de fundos sustentáveis no primeiro trimestre de 2025, marcando um recorde histórico. As saídas ocorreram principalmente na Europa e nos Estados Unidos, refletindo uma crescente resistência a investimentos baseados em critérios ambientais, sociais e de governança (ESG).
Nos Estados Unidos, a redução na exposição a fundos mútuos sustentáveis e fundos negociados em bolsa já ocorre há dez trimestres consecutivos. Na Europa, essa foi a primeira vez desde 2018 que investidores se tornaram vendedores líquidos, retirando US$ 1,2 bilhão (R$ 6,8 bilhões), conforme dados da Morningstar. A tendência também se estendeu aos investidores asiáticos.
A resistência ao ESG se intensifica, especialmente entre os investidores americanos, e agora parece afetar o sentimento na Europa, onde o conceito de investimento sustentável se consolidou. A crítica ao ESG, frequentemente associada à direita política, argumenta que esses investimentos priorizam agendas sociais em detrimento de retornos financeiros.
A chefe de pesquisa de investimentos sustentáveis da Morningstar Sustainalytics, Hortense Bioy, afirmou que a reação contra o ESG nos Estados Unidos está influenciando gestores de ativos globalmente. As retiradas ocorreram em um contexto de forte compra de fundos convencionais na Europa, indicando que não se trata de uma retirada geral do mercado.
Mudanças no mercado também são evidentes, com a União Europeia prestes a implementar regras mais rigorosas contra empresas que promovem produtos ambientais de “fachada”. Durante o primeiro trimestre, 335 produtos sustentáveis mudaram seus nomes na Europa, com 116 abandonando termos relacionados ao ESG. Além disso, 94 fundos europeus foram liquidados ou fundidos, enquanto o fechamento de fundos nos Estados Unidos atingiu um recorde de 20.
Bioy destacou que a redefinição de empresas de defesa como aceitáveis para fundos ESG pode confundir investidores que antes rejeitavam tais investimentos. A situação atual sugere uma transformação significativa no panorama dos investimentos sustentáveis.
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