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Stellantis enfrenta crise após saída de Carlos Tavares e queda de 70% no lucro

Carlos Tavares deixa Stellantis em meio a crise, com queda de 70% no lucro e desafios como arancelos dos EUA e excesso de estoque. A montadora busca novo CEO.

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Carlos Tavares deixou a Stellantis em primeiro de dezembro de 2023, após descontentamento dos acionistas e uma queda de 70% no lucro da empresa. Ele liderou a PSA desde 2014, transformando-a em uma das maiores montadoras do mundo, mas enfrentou desafios crescentes, como arancelos altos nos Estados Unidos e excesso de estoque. Durante sua gestão, Tavares fez cortes de custos e fusões, incluindo a compra da Opel e a fusão com a Fiat-Chrysler, mas sua abordagem gerou conflitos com fornecedores e o governo francês. A saída dele acontece em um momento difícil para a Stellantis, que viu seu valor de mercado cair mais de 65% em um ano e enfrenta vendas em declínio, especialmente nos EUA. John Elkann, da família Agnelli, assumiu a liderança interina e está buscando um novo CEO, enquanto a empresa investe R$ 2 bilhões na Itália e constrói uma planta de baterias na Espanha. Nomes como Luca de Meo, que revitalizou a Renault, e Jean-Philippe Imparato, atual diretor da Stellantis para a Europa, estão sendo considerados para a nova posição.

Carlos Tavares deixou a Stellantis em primeiro de dezembro de 2023, após descontentamento dos acionistas e uma queda de 70% no lucro da empresa. Tavares, que liderou a PSA desde 2014, transformou a montadora em uma das maiores do mundo, mas enfrentou desafios crescentes.

Durante sua gestão, Tavares implementou cortes de custos e fusões, incluindo a aquisição da Opel e a fusão com a Fiat-Chrysler. No entanto, sua abordagem agressiva gerou conflitos com fornecedores e o governo francês, especialmente após a decisão de alocar a plataforma de produção de carros elétricos para a Espanha.

A saída de Tavares ocorre em um momento crítico para a Stellantis, que enfrenta arancelos de 25% nos Estados Unidos e um excesso de estoque. A empresa viu seu valor de mercado cair mais de 65% nos últimos doze meses, com vendas em declínio, especialmente no mercado americano.

John Elkann, herdeiro da família Agnelli, assumiu a liderança interina e está buscando um novo CEO. Enquanto isso, a Stellantis tomou decisões estratégicas, como um investimento de R$ 2 bilhões na Itália e a construção de uma planta de baterias em Zaragoza, na Espanha.

Diversos nomes estão sendo considerados para a posição de CEO, incluindo Luca de Meo, que revitalizou a Renault, e Jean-Philippe Imparato, atual diretor da Stellantis para a Europa. A decisão sobre o novo líder deve ser anunciada em breve, enquanto a empresa continua a enfrentar um cenário desafiador.

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