A Dataprev, que cuida de dados de aposentados e beneficiários do INSS, anunciou um projeto para que brasileiros possam vender seus dados pessoais e ganhar dinheiro com isso. A ideia é que as pessoas tenham controle sobre suas informações e possam decidir se querem compartilhar ou não. O projeto, que está em fase de desenvolvimento, será feito em parceria com a empresa americana DrumWave. Os dados que forem autorizados para compartilhamento serão colocados em uma “carteira digital” e poderão ser usados por empresas para identificar tendências de mercado, sem revelar a identidade dos usuários. A expectativa é que os cidadãos possam ganhar uma renda extra com isso, e que o Brasil se torne um exemplo global na monetização de dados pessoais.
A Dataprev, empresa estatal brasileira responsável pela gestão de dados de aposentados e beneficiários do INSS, anunciou um projeto-piloto que permitirá aos brasileiros monetizar seus dados pessoais. A iniciativa, apresentada durante o Web Summit Rio 2025, é realizada em parceria com a DrumWave e visa criar uma “conta poupança de dados”.
O presidente-executivo da Dataprev, Rodrigo Assumpção, destacou que a proposta permitirá que os cidadãos autorizem o compartilhamento de informações contidas em contratos de empréstimo consignado. Os dados serão agregados e oferecidos a empresas, gerando uma nova fonte de renda para os usuários. A monetização ocorrerá por meio de uma carteira digital, que permitirá o acúmulo de valor sobre os dados compartilhados.
Assumpção afirmou que o projeto está em fase inicial de estruturação e que ainda não há previsão de lançamento. Ele ressaltou que, no início, os dados não serão utilizados para identificar indivíduos, mas sim para identificar tendências de mercado. A ideia é que os cidadãos possam interromper o compartilhamento de suas informações a qualquer momento.
Propriedade dos Dados
A proposta visa transformar dados em ativos econômicos, permitindo que os cidadãos decidam como, quando e por quem seus dados serão utilizados. Brittany Kaiser, conselheira da DrumWave, explicou que cinquenta por cento dos valores gerados pelo uso dos dados retornarão aos titulares. Essa abordagem pode aumentar a competitividade no sistema financeiro, beneficiando os consumidores.
O projeto também se alinha ao movimento global de open finance, onde dados bancários podem ser compartilhados entre instituições com o consentimento dos clientes. A expectativa é que o Brasil se torne um líder em soberania digital, com legislação federal em andamento para regular a propriedade dos dados pessoais.
A iniciativa da Dataprev poderá impactar cerca de sessenta milhões de contratos de empréstimo consignado, criando novas oportunidades de renda para os brasileiros. O sistema será simples, utilizando aplicativos já existentes, como o da Previdência, para facilitar a autorização do uso dos dados.
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