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Governo propõe isenção na conta de luz para 16 milhões de brasileiros em reforma energética

Tarifa social de energia elétrica pode zerar contas de luz para 16 milhões, mas custo de R$ 4,45 bilhões será dividido entre consumidores. Entenda.

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O Ministério de Minas e Energia (MME) quer aumentar o número de pessoas que recebem a tarifa social de energia elétrica, que já ajuda 60 milhões de brasileiros com descontos ou isenção na conta de luz. A nova proposta pode zerar a conta de luz para mais 16 milhões de pessoas, mas isso custará R$ 4,45 bilhões, que serão pagos pelos outros consumidores. A ideia é que quem consome até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês não pague nada, e quem consumir mais pagará apenas o que passar desse limite. Além disso, famílias com renda entre meio e um salário mínimo por pessoa e consumo de até 120 kWh por mês também poderão ter descontos. O governo acredita que isso ajudará a reduzir o roubo de energia, que já faz com que as contas de luz sejam mais caras. A proposta ainda precisa ser aprovada e pode mudar antes de chegar ao Congresso. A economista Carla Beni destaca que a conta social já é paga pelos consumidores e que a proposta precisa de mais detalhes sobre como será feita a compensação dos custos. O MME também planeja abrir o mercado de energia, permitindo que os consumidores escolham de quem comprar energia.

O Ministério de Minas e Energia (MME) propôs um projeto de lei que visa aumentar o número de beneficiários da tarifa social de energia elétrica. A medida pode zerar a conta de luz para 16 milhões de pessoas, com um custo estimado de R$ 4,45 bilhões para os demais consumidores.

Atualmente, cerca de 60 milhões de brasileiros já se beneficiam da tarifa social, que oferece isenção ou descontos na conta de luz. A proposta do MME, enviada à Casa Civil em 16 de abril, ainda pode ser alterada antes de ser apresentada ao Congresso Nacional. O governo argumenta que a iniciativa busca promover justiça tarifária.

A nova proposta prevê isenção total para usuários com consumo de até 80 quilowatts-hora (kWh) por mês. Para aqueles que excederem esse limite, será cobrado apenas o valor que ultrapassar. Além disso, famílias com renda entre meio e um salário mínimo por pessoa e consumo de até 120 kWh poderão ter isenção da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), beneficiando cerca de 55 milhões de pessoas.

Impacto Financeiro

A implementação da proposta deve resultar em um aumento de 1,4% nas contas de luz dos consumidores. O governo federal espera compensar esse custo com a limitação dos descontos às fontes de energia incentivada, como as energias eólica e solar. A ideia é retirar R$ 10 bilhões em subsídios da conta de luz a longo prazo, embora não haja uma previsão clara para o início dessa compensação.

A economista Carla Beni, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), destaca que os consumidores já arcam com custos da tarifa social atual. A proposta de reforma do setor elétrico também inclui a abertura do mercado, permitindo que consumidores escolham de qual empresa desejam comprar energia.

Críticas e Considerações

Apesar de reconhecer a necessidade de combater a pobreza energética, Beni critica a falta de detalhes sobre o sistema de compensação e a abertura do mercado. A tarifa social foi criada em 2002 e, com as mudanças propostas, o governo pretende redistribuir os custos entre diferentes tipos de consumidores, incluindo residências, indústrias e comércio.

O MME elaborou uma cartilha para esclarecer dúvidas sobre a proposta, que visa reestruturar o setor elétrico brasileiro.

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