A GWM (Great Wall Motors) anunciou que vai abrir uma nova fábrica em Iracemápolis, São Paulo, em junho de 2025. Essa unidade vai atender o mercado brasileiro e também exportar para a América Latina. O presidente da empresa, Jack Wey, ressaltou a importância do Brasil em meio a desafios comerciais, enquanto os planos de expansão para os Estados Unidos estão pausados. A GWM completou dois anos de operação no Brasil em abril, vendendo 29 mil carros em 2024, o que representa 1,2% do mercado nacional. A montadora espera aumentar suas vendas em 20% em 2025, com a meta de 35 mil unidades, e planeja usar mais peças nacionais para facilitar o acesso a mercados do Mercosul. Inicialmente, os veículos serão montados com peças da China, mas ao atingir 35% de conteúdo local, a GWM poderá evitar impostos de importação, reduzindo custos. A empresa busca um equilíbrio entre volume de vendas, marca forte e rentabilidade, inspirando-se em montadoras como a Honda. Wey também mencionou que a GWM não vai focar apenas em carros elétricos, citando a necessidade de baterias com maior autonomia e questionando a sustentabilidade da energia elétrica na China. A montadora está reposicionando sua linha de elétricos, com novos modelos planejados para 2026, visando consumidores que buscam qualidade e valor, sem competir apenas por preço. A GWM, que é uma empresa chinesa privada, se orgulha de ser lucrativa, mesmo com concorrentes enfrentando dificuldades financeiras.
A GWM (Great Wall Motors) anunciou a inauguração de uma nova fábrica em Iracemápolis (SP), prevista para junho de 2025. A unidade terá como objetivo abastecer o mercado brasileiro e servir como base de exportação para a América Latina. O presidente global da empresa, Jack Wey, destacou a importância do Brasil em meio à guerra tarifária atual, enquanto os planos de expansão para os Estados Unidos estão temporariamente suspensos.
A operação brasileira da GWM completou dois anos em abril, com 29 mil carros vendidos em 2024, o que representa uma participação de 1,2% no mercado automotivo nacional. A montadora espera um crescimento de 20% em 2025, com a meta de alcançar 35 mil unidades vendidas. Para isso, a empresa planeja aumentar o uso de peças nacionais na produção, visando facilitar o acesso a mercados do Mercosul.
Estratégia de Conteúdo Local
Inicialmente, os veículos serão montados com peças importadas da China. O diretor de relações institucionais, Ricardo Bastos, afirmou que, ao atingir 35% de conteúdo local, a GWM poderá acessar mercados vizinhos sem pagar impostos de importação, reduzindo custos e aumentando a lucratividade.
A GWM busca um equilíbrio entre volume, marca forte e rentabilidade, inspirando-se em montadoras como a Honda. Wey enfatizou que a empresa não pretende seguir um caminho exclusivamente elétrico, citando a necessidade de baterias com maior autonomia. Ele também mencionou que a eletricidade na China é majoritariamente gerada por carvão, questionando a pureza do discurso sobre energia limpa.
Reposicionamento da Linha de Elétricos
A montadora está reposicionando sua linha de elétricos, com planos para a linha Ora em 2026. O diretor de marketing, André Leite, anunciou um novo modelo intermediário, visando consumidores que buscam qualidade e valor, sem competir apenas por preço. A GWM pretende se distanciar da imagem de “carro do Uber”, buscando reconhecimento por inovação e sucesso comercial.
A GWM, uma empresa chinesa 100% privada, se orgulha de sua lucratividade, mesmo enquanto concorrentes enfrentam dificuldades financeiras. Wey reconheceu que a linha Ora está atrás de rivais em vendas, mas destacou que a empresa continua a gerar lucro.
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