Uma pesquisa do Datafolha mostrou que 80% das pessoas não conseguem lembrar de empresas de mudança e 70% não se recordam de consórcios, indicando que esses setores são menos conhecidos. Em contraste, quase todos os entrevistados lembraram de farmácias e operadoras de internet, com apenas 7% e 9% sem citar marcas, respectivamente. O crescimento de farmácias, que aumentaram 63% nos últimos 20 anos, pode explicar essa lembrança, assim como a presença física das lojas. Por outro lado, 82% não lembraram de marcas de empresas de mudança, que são contratadas raramente, e 62% não se recordaram de empresas imobiliárias. A lembrança de marcas está ligada ao uso frequente e à visibilidade. A pesquisa também revelou que jovens de 16 a 25 anos têm dificuldade em lembrar de serviços relacionados a carros e imóveis, pois costumam depender das decisões dos pais. Serviços como previdência privada e assessoria de investimentos também foram pouco lembrados por essa faixa etária, que não costuma se preocupar com o futuro.
A pesquisa O Melhor de São Paulo, realizada pelo Datafolha, revelou que 80% dos entrevistados não lembram de empresas de mudança e 70% não se recordam de consórcios**. Esses dados destacam a dificuldade de lembrança em setores menos frequentes e pulverizados.
A pesquisa mostrou que quase todos os participantes conseguiram citar farmácias e operadoras de internet. Apenas 7% não mencionaram marcas de farmácias, enquanto 9% não lembraram de operadoras de internet. Para Maura Ferreira, professora do Insper, o setor de farmácias se destaca por ser centrado no consumidor, oferecendo uma experiência de compra que vai além da busca por medicamentos.
O número de farmácias cresceu 63% entre 2003 e 2023, totalizando mais de 90 mil estabelecimentos. Essa expansão também pode explicar a alta lembrança em minimercados, onde só 17% não souberam citar marcas. Ferreira observa que a presença física das lojas é um fator crucial para a lembrança.
Setores com Baixa Lembrança
Os serviços de mudança e segurança privada enfrentam um alto índice de desconhecimento. Oitenta e dois por cento dos entrevistados não conseguiram citar marcas de empresas de mudança, que costumam ser contratadas de forma esporádica. Marcos Bedendo, professor da ESPM, explica que a falta de líderes claros no setor contribui para essa dificuldade.
Além disso, 62% dos entrevistados não lembraram de empresas imobiliárias, um mercado também pulverizado e utilizado raramente. Bedendo destaca que a lembrança de marcas está ligada à frequência de uso e à presença na vida das pessoas, seja por meio de pontos de venda ou publicidade.
Geração Jovem e Lembrança
A pesquisa revelou que jovens entre 16 e 25 anos lembraram menos de serviços relacionados a carros e imóveis. Ferreira aponta que essa faixa etária tende a depender das escolhas dos pais, resultando em menor conhecimento e lealdade a marcas. O aumento de jovens que permanecem na casa dos pais também pode influenciar essa tendência.
Serviços como previdência privada e assessoria de investimentos também foram menos lembrados pelos jovens, que frequentemente não se preocupam com o futuro. Bedendo ressalta que a lembrança de marcas em serviços é um desafio, pois não há uma exposição clara como em produtos.
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