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Sercomtel vende licenças de 5G para consórcio Amazônia 5G e foca no Paraná

Sercomtel vende licenças de 5G ao consórcio Amazônia 5G, marcando a primeira transação no mercado secundário e prometendo expandir a cobertura em áreas carentes.

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A Sercomtel, que é uma empresa de telefonia, vendeu suas licenças de 5G para o consórcio Amazônia 5G, sendo essa a primeira venda desse tipo no Brasil. A venda, que precisa ser aprovada pela Anatel, ocorreu após a Sercomtel ter comprado as licenças em 2021 por 82 milhões de reais. O consórcio, formado por várias operadoras, quer levar internet móvel para áreas que não têm cobertura, especialmente na Região Norte e em São Paulo, onde cerca de um milhão de pessoas estão desconectadas. A Sercomtel, que enfrenta dificuldades financeiras, decidiu focar em suas operações no Paraná e não quer mais investir os 700 milhões de reais necessários para cumprir as obrigações de cobertura do 5G em 758 municípios até 2029. O consórcio agora terá que cumprir essas obrigações e acredita que a demanda por internet móvel é alta. A Sercomtel também está buscando parcerias para melhorar seus ativos, mas negou rumores sobre uma possível venda da empresa. Outra empresa do grupo Bordeaux, a Ligga, está avançando com planos para ativar o 5G no Paraná.

A Sercomtel, empresa de telefonia sob a gestão do fundo Bordeaux Participações, vendeu suas licenças de 5G para o consórcio Amazônia 5G. A transação, confirmada por ambas as partes, representa a primeira venda no mercado secundário de licenças de internet móvel no Brasil. A venda aguarda aprovação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As licenças foram adquiridas pela Sercomtel em 2021 por R$ 82 milhões. O consórcio Amazônia 5G, que reúne várias operadoras, planeja expandir a cobertura de internet móvel em regiões carentes, especialmente na Região Norte e em São Paulo. O presidente do consórcio, Luiz Claudio Soares Pereira, destacou que a demanda por internet móvel é alta, com cerca de 1 milhão de pessoas desconectadas.

A Sercomtel, que enfrentou dificuldades financeiras e desafios com a alta dos juros, decidiu se concentrar em suas operações no Paraná. Além dos R$ 82 milhões, a empresa teria que investir cerca de R$ 700 milhões para cumprir as obrigações de cobertura estabelecidas no edital, que inclui ativar o 5G em 758 municípios pequenos até 2029.

Desafios e Oportunidades

O consórcio Amazônia 5G terá a responsabilidade de cumprir essas obrigações. Pereira afirmou que a receita prevista é significativa, comparando a oferta de internet móvel em áreas sem cobertura a “vender água no deserto”. O consórcio é composto por oito operadoras que fornecerão infraestrutura para provedores locais.

Anteriormente, a Sercomtel havia tentado uma parceria com o consórcio para ceder o uso da faixa de 3,5 GHz, mas o acordo não avançou conforme o esperado. Com a venda, o consórcio poderá implementar a cobertura móvel nas áreas designadas. A Sercomtel, por sua vez, continua buscando parcerias para maximizar o retorno de seus ativos, embora tenha negado rumores sobre uma possível venda da empresa.

A Ligga, outra empresa do grupo Bordeaux, também está avançando na ativação do 5G no Paraná, com planos de lançamento em breve.

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