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Investidores buscam ouro e bitcoin como refúgios em meio à turbulência do mercado

Ouro e bitcoin se destacam como ativos de refúgio em meio à turbulência econômica, com correlações em evolução. Entenda as dinâmicas atuais.

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Investidores que compraram ouro para se proteger em tempos de crise estão vendo bons resultados, já que o preço do metal precioso atingiu recordes históricos. O ouro chegou a ser negociado acima de 3.400 dólares, embora tenha caído um pouco desde então, ainda assim está quase 26% mais alto em 2025. Essa alta é impulsionada pela desvalorização do dólar e tensões comerciais globais. O bitcoin, que também teve um bom desempenho este ano, subiu cerca de 20% após uma queda em abril, mas ainda não alcançou os ganhos do ouro. A relação entre ouro e bitcoin, que era positiva entre 2020 e 2024, se tornou negativa recentemente, mas parece estar se recuperando. Em abril, a correlação entre os dois ativos melhorou, indicando que o bitcoin pode estar se tornando uma opção de diversificação de portfólio, semelhante ao ouro. Especialistas acreditam que os investidores estão mudando a forma como veem o bitcoin, passando de um ativo de risco para uma alternativa em tempos de incerteza. Apesar disso, ainda existem diferenças fundamentais entre os dois, como o fato de que o ouro é visto como uma proteção contra a inflação, enquanto o bitcoin é mais associado a ações de tecnologia. Alguns analistas afirmam que, na maior parte do tempo, o bitcoin está mais ligado ao mercado de ações do que ao ouro.

Investidores que buscaram segurança no ouro estão colhendo frutos em meio à turbulência econômica global. O metal precioso atingiu recordes históricos, com futuros do ouro superando R$ 3.400 pela primeira vez em abril. Apesar de uma leve queda desde então, o ouro ainda apresenta um aumento de 26% em 2025. O fortalecimento do ativo é impulsionado pela desvalorização do dólar e tensões comerciais crescentes.

O bitcoin também teve um desempenho positivo neste ano, embora não tenha alcançado os mesmos níveis de valorização do ouro. Após uma queda em abril, a criptomoeda subiu cerca de 20%, embora esteja apenas 1% acima do valor do início do ano. A análise da CNBC indica que, enquanto a correlação entre ouro e bitcoin foi predominantemente positiva entre 2020 e 2024, essa relação se deteriorou nos últimos meses. Em abril, a correlação começou a se recuperar, passando de -0,42 para -0,28.

Mudança de Perspectiva

Art Hogan, estrategista-chefe de mercado da B. Riley Wealth Management, acredita que a recente alta na correlação entre os dois ativos se deve à mudança na percepção dos investidores sobre o bitcoin. Ele sugere que a criptomoeda está sendo vista como um diversificador de portfólio, semelhante ao ouro, em vez de um ativo de risco. Hogan afirmou que “bitcoin parece estar assumindo a liderança” como um investimento alternativo em tempos de incerteza.

Jeff Kilburg, fundador da KKM Financial, destacou que o ouro é considerado um hedge contra a inflação, enquanto o bitcoin ainda é visto como um ativo mais volátil. Ele observou que “os investidores de bitcoin têm um perfil diferente”, sendo mais pacientes em comparação com os investidores de ações de tecnologia.

Correlação com o Mercado

Apesar da recuperação em abril, Geoff Kendrick, chefe global de pesquisa em ativos digitais do Standard Chartered, acredita que o bitcoin continua mais correlacionado ao Nasdaq do que ao ouro. Kendrick sugere que os investidores devem considerar o bitcoin tanto como uma ação de tecnologia quanto como uma proteção contra o sistema financeiro tradicional.

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