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Crédito para pessoas físicas cresce, mas taxas de juros disparam em março

Taxas de juros sobem em março, com cartão de crédito rotativo atingindo 445% ao ano. Endividamento das famílias preocupa.

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Em março, o crédito para pessoas físicas no Brasil atingiu 324,1 bilhões de reais, um aumento de 6,2% em relação ao ano passado. No entanto, o crédito direcionado, que inclui financiamentos com taxas reguladas, caiu 16,3%, enquanto o crédito livre, que tem taxas de mercado, cresceu 9,4%. As concessões de crédito pessoal não consignado aumentaram 21,2%, totalizando 19,9 bilhões de reais, com uma taxa média de juros de 104,2% ao ano. O crédito consignado também subiu 20%, alcançando 2,1 bilhões de reais, com juros de 43% ao ano. O cheque especial, que é uma linha de crédito cara, teve um aumento de 13%, com juros de 134,2%. As taxas de juros do cartão de crédito rotativo subiram para 445% ao ano, mesmo com tentativas de controle. A taxa média de juros para crédito livre subiu para 56,4% ao ano, enquanto para crédito direcionado ficou em 11,4%. A inadimplência permanece estável em 3,2%, e o endividamento das famílias é de 48,2%. O comprometimento da renda para pagamento de dívidas é de 27,2%.

Em março, a concessão de crédito para pessoas físicas no Brasil atingiu R$ 324,1 bilhões, um aumento de 6,2% em relação ao mesmo mês do ano anterior. O Banco Central (BC) informou que as operações com recursos direcionados somaram R$ 32,4 bilhões, uma queda de 16,3%. O crescimento foi sustentado principalmente pelo crédito com recursos livres, que alcançou R$ 291,7 bilhões, um aumento de 9,4% em relação a março de 2024.

As taxas de juros também apresentaram variações. O cartão de crédito rotativo, por exemplo, subiu para 445% ao ano, um aumento de 2,5 pontos percentuais. Apesar da limitação na cobrança de juros, a taxa média do crédito pessoal não consignado saltou 21,2% em um ano, atingindo 104,2% ao ano. O crédito consignado, embora com menor risco de inadimplência, também viu um aumento, com juros de 43% ao ano.

Impacto do Endividamento

O cheque especial, uma das modalidades mais caras, teve uma taxa média de 134,2% ao ano, enquanto o crédito consignado para trabalhadores da iniciativa privada cresceu 20%, totalizando R$ 2,1 bilhões. O BC destacou que a inadimplência se manteve estável em 3,2%, com 3,8% para pessoas físicas e 2,2% para jurídicas.

O endividamento das famílias, que mede a relação entre dívidas e renda, ficou em 48,2% em fevereiro, uma leve redução de 0,3% no mês. O comprometimento da renda, que considera o valor médio destinado ao pagamento de dívidas, foi de 27,2%.

Cenário Econômico

As taxas médias de juros para crédito livre subiram para 56,4% ao ano, enquanto as operações com empresas também registraram aumento, alcançando 24,6%. O BC atribui a elevação das taxas ao efeito da alteração na composição dos saldos e à variação das taxas de juros.

O estoque total de empréstimos no Sistema Financeiro Nacional (SFN) chegou a R$ 6,483 trilhões, um crescimento de 0,6% em relação ao mês anterior. O crédito ampliado, que inclui diversas fontes, alcançou R$ 18,782 trilhões, refletindo um aumento de 0,2% no mês.

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