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Milei busca conter inflação após desvalorização do peso e mudanças cambiais na Argentina

Governo argentino enfrenta desafios para controlar a inflação após desvalorização do peso e apelos a supermercados para evitar aumentos de preços.

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O governo argentino, liderado por Javier Milei, pediu aos grandes supermercados que não aceitem aumentos de preços após a recente desvalorização do peso, que caiu 8,7%, fechando a 1.194,45 pesos por dólar. Essa desvalorização ocorreu após a eliminação das restrições para a compra de dólares e a implementação de um novo regime cambial. Apesar do pedido do governo, pequenos comércios estão enfrentando aumentos significativos nos preços. Nos primeiros dias do novo sistema, grandes fornecedores já enviaram tabelas com aumentos de 7% a 9% em produtos. Enquanto os supermercados maiores estão rejeitando esses aumentos, os pequenos comerciantes não têm a mesma margem de negociação e estão repassando os custos aos consumidores. A inflação acumulada nos primeiros meses do ano foi de 8,6%, e a expectativa é que a inflação de abril fique entre 2,5% e 3,8%.

O governo argentino, sob a liderança de Javier Milei, solicitou que grandes redes de supermercados não aceitassem aumentos de preços após a recente desvalorização do peso. O dólar oficial fechou a 1.194,45 pesos, apresentando uma queda de 8,7%. Essa mudança ocorreu após a eliminação do “cepo” cambial, que restringia a compra de dólares, permitindo agora a flutuação da moeda entre 1.000 e 1.400 pesos.

Desde a implementação do novo regime cambial, o dólar teve um desempenho que inicialmente surpreendeu, mas analistas alertam que a situação pode ser semelhante ao que ocorreu em 2015, quando o governo de Mauricio Macri também liberou o “cepo”. A inflação, que já acumulava 55,9% em doze meses, pode ser impactada pela nova política cambial. Consultores privados estimam que a inflação de abril ficará entre 2,5% e 3,8%, abaixo dos 3,7% registrados em março.

Aumento de Preços

Apesar do pedido do governo, pequenos comércios enfrentam aumentos significativos. A professora Norma Aderni, ao sair de uma quitanda em Buenos Aires, relatou que gastou 10% a mais em frutas e verduras em comparação ao início do mês. Enquanto grandes fornecedores, como Unilever e Molinos, já enviaram tabelas com aumentos de 7% a 9%, os pequenos comerciantes não conseguem negociar os mesmos termos.

O governo espera que a concorrência e a escassez de pesos no mercado ajudem a conter a inflação. No entanto, a pressão sobre os preços pode aumentar, especialmente em produtos sensíveis à taxa de câmbio, como combustíveis, que representam 4% do índice de inflação oficial. A situação permanece delicada, e o governo continua a monitorar os impactos da nova política cambial na economia.

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