O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, criticou a política do Banco Central em relação à taxa Selic, após a divulgação de dados que mostraram a criação de apenas 71.576 empregos em março, o pior resultado desde 2020. Ele sugeriu que esse desempenho fraco poderia justificar cortes na Selic. Marinho afirmou que é hora de discutir a redução da taxa de juros, em vez de aumentos, destacando que a atividade econômica teve um crescimento abaixo do esperado em março. Ele também mencionou o programa de Crédito ao Trabalhador, que visa ajudar as pessoas a trocarem dívidas caras por opções mais baratas. Além disso, o ministro comentou que o presidente Lula recebeu propostas de centrais sindicais e espera que pautas como a isenção do imposto de renda para salários até 5 mil reais sejam aprovadas ainda este ano.
O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, criticou a política monetária do Banco Central do Brasil (BC) após a divulgação de dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged). Em março, foram criados 71.576 postos de trabalho, o pior resultado para o mês desde 2020. Marinho afirmou que essa situação poderia justificar cortes na taxa Selic.
Durante a coletiva, o ministro destacou que a queda de 71% em relação ao mesmo mês do ano anterior indica a necessidade de revisão na política de juros. “Está na hora de parar de falar em aumentar a taxa Selic e falar em reduzir”, declarou Marinho, sugerindo que a atividade econômica mais fraca pode abrir espaço para a inflação ceder e permitir a redução dos juros.
Expectativas para o Copom
A próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC está marcada para a próxima semana. Marinho insinuou que a autoridade monetária poderia estar “infeliz” com o crescimento abaixo do esperado em março, o que reforça a necessidade de um ajuste na taxa Selic.
O ministro também abordou o programa de Crédito ao Trabalhador, que visa facilitar a troca de dívidas caras por opções mais acessíveis. Ele mencionou que o governo espera a aprovação de pautas no Congresso, como a isenção do imposto de renda para salários até R$ 5 mil, ainda este ano.
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