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Vasco e Banco Genial iniciam fundo imobiliário para reforma de São Januário

Vasco da Gama avança na reforma de São Januário com propostas que podem gerar R$ 110 milhões. Reunião do Conselho Consultivo será em 16 de maio.

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O Vasco da Gama está trabalhando para criar um fundo imobiliário que ajudará a financiar a reforma do Estádio de São Januário, em parceria com o Banco Genial. Uma nova reunião do Conselho Consultivo está marcada para 16 de maio, onde foram apresentadas propostas para vender 25% do potencial construtivo do estádio, que podem gerar R$ 110 milhões para o clube. O Vasco precisa de receitas adicionais para garantir o fluxo de caixa das obras, já que os pagamentos das incorporadoras são parcelados. O fundo será fiscalizado pela Comissão de Valores Mobiliários, garantindo mais transparência. O clube também planeja oferecer cotas de ação para que torcedores possam investir na reforma. O dinheiro arrecadado será gerido pelo Banco Genial e liberado gradualmente pela Prefeitura conforme o andamento das obras. O Vasco tem 280 mil m² disponíveis para venda, sendo que 50 mil m² já estão negociados. A criação de uma Sociedade de Propósito Específico, que será controlada pelo clube, é necessária para regulamentar o processo e deve ser aprovada em uma Assembleia Geral Extraordinária entre 15 e 25 de maio.

Representantes do Vasco da Gama e do Banco Genial se reuniram na última sexta-feira para iniciar a estruturação de um fundo imobiliário destinado a financiar as reformas do Estádio de São Januário. O encontro teve como foco garantir o fluxo de caixa necessário para as obras e assegurar a governança do projeto.

Uma nova reunião do Conselho Consultivo está agendada para 16 de maio, onde serão discutidas propostas para a venda de 25% do potencial construtivo do estádio. As propostas recebidas podem gerar R$ 110 milhões para o clube. O advogado Renato Brito, segundo vice-presidente geral do Vasco, informou que o clube recebeu cartas de intenção de construtoras interessadas.

O Vasco busca diversificar suas receitas para complementar o financiamento das obras, uma vez que os pagamentos das incorporadoras costumam ser parcelados. A Prefeitura também fará repasses gradativos, condicionados ao avanço das obras. O fundo imobiliário será supervisionado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), garantindo maior transparência.

Sociedade de Propósito Específico

A criação de uma Sociedade de Propósito Específico (SPE) é essencial para a regulamentação da reforma. Essa entidade, controlada exclusivamente pelo Vasco, será responsável pela emissão e venda dos certificados do potencial construtivo. O clube possui 280 mil m² disponíveis para venda, dos quais 50 mil m² já estão em negociação.

A SPE permitirá que o Vasco receba os recursos das vendas de forma organizada, com a gestão inicial do Banco Genial. O clube terá acesso a 20% do valor total das vendas, enquanto o restante será liberado gradativamente pela Prefeitura conforme o progresso das obras. A fiscalização será realizada pela Companhia Carioca de Parcerias e Investimentos (CCPar) e pelo Conselho Consultivo da Prefeitura.

A expectativa é que a Assembleia Geral Extraordinária para aprovar a criação da SPE ocorra entre 15 e 25 de maio. A conclusão das obras está prevista para um prazo máximo de dez anos, e a falta de finalização pode resultar na restituição do valor integral utilizado como garantia pela Prefeitura.

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