Na próxima quarta-feira, o Copom deve aumentar a taxa Selic de 14,25% para 14,75% ao ano. Economistas de instituições como Santander e Bradesco concordam com esse aumento, mas têm opiniões diferentes sobre o futuro. Alguns acham que essa será a última alta, enquanto outros acreditam que a Selic pode chegar a 15% ao ano. A economista do Banco Inter, Rafaela Vitoria, acredita que a alta de meio ponto será a última, citando a desaceleração da economia e a queda nos preços das commodities como fatores que devem reduzir a inflação. Apesar de um mercado de trabalho ainda forte, a geração de novas vagas está diminuindo. O Bradesco espera que o comunicado do Copom mantenha um tom cauteloso, enquanto o Santander acredita que a alta de agora será a última. O C6 Bank, por outro lado, prevê mais um aumento em junho, levando a Selic a 15%. O economista da XP, Caio Megale, também espera que a Selic chegue a 15,5% em algum momento. No mesmo dia, o Federal Reserve dos EUA deve decidir sobre sua taxa de juros, com expectativas de que mantenha os juros estáveis, diante de incertezas globais.
Na próxima quarta-feira, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central do Brasil deve anunciar um aumento de meio ponto percentual na taxa Selic, elevando-a de 14,25% para 14,75% ao ano. A expectativa é compartilhada por economistas de instituições como Santander, C6 Bank, Bradesco, XP Investimentos e Banco Inter.
As opiniões sobre os próximos passos divergem. Alguns analistas acreditam que essa será a última alta do ciclo, enquanto outros preveem novos aumentos, com a taxa podendo chegar a 15% ao ano. Há consenso de que o comunicado do Banco Central deixará em aberto a decisão sobre futuras reuniões, especialmente diante do cenário internacional incerto.
Cenário Econômico
A economista-chefe do Banco Inter, Rafaela Vitoria, destaca que a combinação de desaceleração global e queda nos preços das commodities deve reduzir a pressão inflacionária nos próximos meses. Ela projeta que a alta de meio ponto nesta reunião será a última, encerrando o ciclo em 14,75%. O cenário doméstico indica uma desaceleração moderada da economia, com dados de atividade mostrando crescimento menor no primeiro trimestre.
O Bradesco espera que o comunicado do Copom mantenha um tom duro, reforçando as incertezas do ambiente internacional. A instituição projeta Selic em 14,75% até novembro, com cortes iniciando em dezembro, encerrando o ano em 14,25%. O Santander também acredita que esta será a última alta, enfatizando uma comunicação cautelosa e flexível.
Expectativas para o Futuro
O C6 Bank, por sua vez, aponta que a persistência da inflação acima da meta e a incerteza global podem levar o Banco Central a manter o aperto monetário por mais tempo, prevendo uma nova elevação da Selic em junho, para 15%. Já a XP projeta que o ciclo de alta se encerrará em 15,5%.
No mesmo dia, o Federal Reserve (Fed) dos Estados Unidos decidirá sobre sua taxa de juros, com expectativa de manutenção. Dados recentes indicam que a criação de 177 mil vagas de trabalho em abril superou as expectativas, levando os agentes financeiros a preverem cortes de juros pelo Fed a partir de julho.
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