A PRIO anunciou que vai comprar os 60% restantes do campo de Peregrino da Equinor por até US$ 3,5 bilhões. A empresa já tinha 40% do campo, adquirido da Sinochem no ano passado. A transação deve ser concluída entre o final de 2025 e meados de 2026 e vai aumentar as reservas da PRIO em 202 milhões de barris. O pagamento será feito com recursos disponíveis e a geração de caixa da empresa, podendo aumentar temporariamente a dívida. As ações da PRIO subiram 8,07% após o anúncio. O campo de Peregrino, que começou a produzir em 2011, atualmente gera cerca de 100 mil barris por dia. A aquisição é vista como uma estratégia para a PRIO expandir suas operações e melhorar a eficiência. Analistas acreditam que a operação pode trazer ganhos significativos, mas também destacam a necessidade de sinergias para criar valor. A PRIO espera se tornar a quarta maior produtora de petróleo do Brasil até 2025, desbancando grandes petroleiras.
A PRIO (PRIO3) anunciou a aquisição de 60% do campo de Peregrino da Equinor por até US$ 3,5 bilhões. A transação, que deve ser concluída entre 2025 e 2026, aumentará as reservas da empresa em 202 milhões de barris. A PRIO já possuía 40% do campo, adquirido da Sinochem no ano passado.
O pagamento será dividido em duas partes: US$ 2,23 bilhões pela participação de 40% e até US$ 166 milhões em earn-outs, além de US$ 951 milhões pelos 20% restantes. A operação será financiada com recursos disponíveis e geração de caixa, prevendo um aumento temporário da alavancagem para duas vezes a dívida líquida sobre o Ebitda.
As ações da PRIO subiram 8,07% na B3 após o anúncio, reduzindo as perdas do ano para cerca de 10%. O campo de Peregrino, que começou a produzir em 2011, atualmente opera com cerca de 100 mil barris por dia. Com a nova aquisição, a PRIO espera agregar mais 60 mil bpd à sua produção.
Analistas do Citi consideraram a compra uma surpresa, enquanto o BTG Pactual destacou que a avaliação pode levantar questionamentos devido à volatilidade geopolítica. A operação é vista como um passo estratégico para a PRIO, que busca expandir sua atuação em ativos maduros sem comprometer sua capacidade de geração de fluxo de caixa.
A PRIO, liderada pelo CEO Roberto Monteiro, se posiciona como uma das principais operadoras independentes de petróleo no Brasil. A empresa também planeja avançar no campo de Wahoo, que deve adicionar mais 40 mil bpd à produção. A expectativa é que a PRIO se torne a quarta maior produtora de petróleo do Brasil até 2025, superando grandes petroleiras globais.
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