A Roche fechou um acordo de US$ 5,3 bilhões com a Zealand Pharma para desenvolver um novo medicamento para perda de peso chamado petrelintide. Esse medicamento é um análogo de amiloide, que pode ser mais bem tolerado e ajudar a preservar a massa muscular. O acordo, que deve ser finalizado no segundo trimestre, é parte da estratégia da Roche para competir com empresas como Novo Nordisk e Eli Lilly no crescente mercado de medicamentos para obesidade. O petrelintide funciona de forma diferente dos medicamentos atuais, aumentando a sensação de saciedade. A Roche e a Zealand vão trabalhar juntas no desenvolvimento e na comercialização do medicamento, que também será testado em combinação com outro tratamento da Roche. A Zealand receberá um pagamento inicial de US$ 1,65 bilhão, com a possibilidade de receber mais dependendo do sucesso dos testes. A Roche já havia mostrado interesse em expandir sua linha de tratamentos para obesidade e, após meses de negociações, as duas empresas decidiram se unir devido à boa compatibilidade científica e cultural. A Zealand espera que o petrelintide chegue ao mercado em torno de 2030, embora a Roche esteja buscando acelerar esse processo. A competição no mercado de medicamentos para obesidade está aumentando, com outras empresas também desenvolvendo novos tratamentos.
COPENHAGUE, Dinamarca — A Roche anunciou um acordo de US$ 5,3 bilhões com a Zealand Pharma para desenvolver o candidato a perda de peso petrelintide, um análogo de amiloide. O acordo, que deve ser finalizado no segundo trimestre de 2025, visa fortalecer a presença da Roche no crescente mercado de medicamentos para obesidade.
O petrelintide é considerado uma “terapia de próxima geração” e pode oferecer vantagens em tolerabilidade e preservação muscular. Esse tipo de tratamento imita um hormônio co-secretado com insulina, aumentando a saciedade, diferentemente dos medicamentos GLP-1, que suprimem o apetite. David Kendall, diretor médico da Zealand Pharma, destacou que a negociação foi competitiva, com várias partes interessadas.
Os termos do acordo incluem um pagamento inicial de US$ 1,65 bilhão e potenciais pagamentos adicionais que podem elevar o valor total a US$ 5,3 bilhões, dependendo do sucesso nas fases de testes clínicos e vendas. A parceria prevê o desenvolvimento e a comercialização conjunta do petrelintide, tanto como tratamento isolado quanto em combinação com o ativo de incretina da Roche, CT-388.
Perspectivas do Mercado
A Roche tem demonstrado interesse em expandir sua linha de tratamentos para obesidade, após a aquisição da Carmot Therapeutics em 2023. Apesar de desafios anteriores com outros medicamentos, a empresa mantém o foco em desenvolver uma gama diversificada de terapias. Manu Chakravarthy, chefe de desenvolvimento de produtos da Roche, afirmou que a colaboração com a Zealand é uma “verdadeira parceria”, com benefícios mútuos.
A Zealand Pharma já iniciou um estudo clínico de fase 2b para o petrelintide em pacientes com sobrepeso ou obesidade e diabetes tipo 2, com resultados esperados para o verão de 2026. A empresa espera que o medicamento chegue ao mercado em 2030, embora a Roche busque acelerar esse cronograma. A competição no setor de medicamentos para obesidade continua intensa, com outras empresas, como Eli Lilly, também avançando em suas pesquisas.
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