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Empresas brasileiras aumentam investimentos em máquinas, mas dependem de importados

Dependência de importações cresce no Brasil: máquinas importadas aumentam 30%, enquanto produção nacional avança apenas 4,9%.

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As empresas brasileiras aumentaram seus investimentos em máquinas e equipamentos em 13,2% nos últimos 12 meses, mas a maior parte desse crescimento veio de importações, que subiram 30%. A produção nacional, por outro lado, cresceu apenas 4,9%. A dependência de máquinas importadas, especialmente da China, tem aumentado, com esses produtos representando 48,3% do mercado, comparado a 30% há dez anos. A indústria nacional enfrenta dificuldades devido a altos custos de capital e tributação, o que torna as empresas menos competitivas. Embora grandes e médias empresas planejem aumentar investimentos, as pequenas estão reduzindo. A expectativa é de desaceleração econômica, o que pode aumentar ainda mais a dependência de importações.

Os investimentos em máquinas e equipamentos no Brasil cresceram 13,2% nos últimos doze meses, impulsionados principalmente por importações, que aumentaram 30%. Em contrapartida, a produção nacional teve um crescimento modesto de 4,9%. Esse cenário reflete a crescente dependência do país em relação a produtos estrangeiros, especialmente da China.

O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) aponta que, enquanto o consumo de máquinas nacionais aumentou apenas 4,9%, os equipamentos importados representaram 48,3% do mercado, um aumento significativo em relação a 30% há uma década. A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China pode intensificar essa tendência, com o país asiático buscando novos mercados para sua produção.

Desafios da Indústria Nacional

A falta de competitividade da indústria brasileira é um fator crítico. O custo de capital elevado e a alta carga tributária dificultam a expansão das empresas locais. A diretora de Competitividade da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Cristina Zanella, destaca que “é difícil enxergar uma reversão na tendência de aumento da participação dos importados.”

Atualmente, cerca de 70% dos fabricantes de máquinas e equipamentos no Brasil são micro ou pequenas empresas, que enfrentam dificuldades para obter financiamento a juros competitivos. Enquanto grandes e médias empresas planejam aumentar seus investimentos em 7,8% em relação a 2024, as pequenas devem reduzir seus aportes em 5,3%.

Expectativas Futuras

O economista-chefe da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Igor Rocha, alerta que a política de juros altos do Banco Central pode impactar negativamente o crescimento da manufatura, que deve ser de apenas 1,1% em 2025, após um crescimento de 3,6% em 2024.

Leonardo Mello de Carvalho, do Ipea, ressalta que a recuperação do consumo de bens industriais, sustentada pelo aumento da renda do trabalho, revela uma indústria ainda mais dependente de importações. O cenário futuro é preocupante, com a expectativa de desaceleração econômica que pode agravar essa dependência.

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