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Ibama autua criador de peixes por comercializar espécies geneticamente modificadas

Operação do Ibama apreende mais de 58 mil peixes geneticamente modificados e gera multas de R$ 2,38 milhões em todo o Brasil.

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Yan Correa, um jovem de 23 anos que cria peixes em Belo Horizonte, foi multado em R$ 60 mil pelo Ibama por vender peixes geneticamente modificados, o que é ilegal no Brasil desde 2005. Ele recebeu a visita de fiscais que, usando luz ultravioleta, descobriram que os peixes que ele tinha em sua loja brilhavam, confirmando que eram modificados. Yan alegou que não sabia que os peixes eram geneticamente alterados e que comprava de vários fornecedores. Em março, o Ibama realizou uma grande operação em sete estados, apreendendo mais de 58 mil peixes geneticamente modificados e aplicando multas que somam R$ 2,38 milhões. A venda desses peixes é considerada crime e pode resultar em prisão. Esses peixes, conhecidos como GloFish fora do Brasil, são populares por suas cores vibrantes. A modificação genética foi inicialmente criada para detectar poluição, mas acabou se tornando um produto comercial. O Ibama acredita que esses peixes foram trazidos ilegalmente para o Brasil e que muitos comerciantes não sabiam que estavam vendendo algo proibido. Além disso, há preocupações sobre o impacto ambiental caso esses peixes escapem e se reproduzam na natureza, competindo com espécies nativas. Especialistas afirmam que é necessário mais conhecimento sobre os riscos de liberar espécies não nativas no meio ambiente. A falta de informação entre comerciantes e aquaristas é um problema, e muitos podem acabar descartando esses peixes de forma inadequada, o que pode agravar a situação.

O criador de peixes Yan Correa, de 23 anos, foi autuado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) por vender peixes geneticamente modificados em sua loja de aquarismo em Belo Horizonte, Minas Gerais. A fiscalização ocorreu em março de 2025, quando fiscais identificaram peixes do tipo paulistinha, que brilharam sob luz ultravioleta, confirmando a modificação genética. Yan, que havia inaugurado sua loja no final de 2024, alegou desconhecimento sobre a ilegalidade dos peixes e recebeu uma multa de R$ 60 mil, além do embargo de suas atividades.

A operação do Ibama, considerada a maior já realizada, resultou na apreensão de mais de 58 mil peixes geneticamente modificados em sete estados e no Distrito Federal, totalizando R$ 2,38 milhões em multas. A criação e o comércio desses animais são proibidos no Brasil desde 2005, devido ao risco de invasão biológica e impactos ambientais. Os peixes modificados, conhecidos como GloFish no exterior, possuem genes de anêmonas ou águas-vivas, que lhes conferem cores vibrantes e fluorescência.

O Ibama identificou que muitos comerciantes, como Yan, podem não ter consciência da ilegalidade. O coordenador de fiscalização de biodiversidade do Ibama, Isaque Medeiros, destacou que a fiscalização é obrigatória ao constatar irregularidades. Yan, que pretendia retomar a graduação em Biologia, afirmou que pagar a multa significaria fechar sua empresa. Ele pode recorrer da autuação.

A modificação genética desses peixes foi inicialmente desenvolvida para detectar poluição ambiental, mas se popularizou entre aquaristas. O aquarista Antonio Candido, com um canal no YouTube, comentou que a falta de informação sobre genética entre comerciantes e consumidores contribui para a disseminação desses animais. A situação levanta preocupações sobre a possibilidade de esses peixes escaparem e competirem com espécies nativas, o que pode levar à extinção de fauna local.

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