O Brasil enfrenta dificuldades com a inflação, que continua a impactar o setor de alimentos e bebidas. Em 2024, os preços de alimentos caíram 3,5% e os de bebidas 1,1%, mas a inflação no varejo alimentar subiu para 9,8% no final do ano, enquanto o volume de vendas caiu 0,8%. A pesquisa da NielsenIQ mostra que as promoções de preços, que costumam ajudar as vendas, estão diminuindo, dificultando a margem de lucro das empresas. Os produtos que normalmente têm preços estáveis também perderam importância nas prateleiras. A mudança no perfil de compras dos consumidores, que agora buscam itens mais baratos, afetou negativamente as receitas em várias categorias. O atacarejo ganhou espaço, com 70,3% dos lares comprando alimentos nesse formato em 2024. A inflação nos supermercados começou a subir no meio do ano e não parou mais, enquanto o volume de vendas vem caindo desde julho.
O Brasil enfrenta desafios econômicos em 2024, com a inflação no varejo alimentar atingindo 9,8% no final do ano. A pesquisa da NielsenIQ revela que as ofertas de preços em alimentos e bebidas caíram 3,5% e 1,1%, respectivamente, refletindo a pressão sobre indústrias e varejistas.
A queda nas promoções de preços sugere dificuldades para as empresas manterem margens em um cenário de custos elevados e juros em alta. A NielsenIQ mediu o TPR (preço promocional temporário), que indica produtos com redução de preços acima de 5%. A pesquisa mostra que itens com preços mais estáveis e promoções tiveram recuo na cesta de ofertas.
O estudo “Prato cheio de desafios” destaca que, apesar de uma melhora no mix de produtos vendidos, essa mudança não teve impacto positivo em sete das doze categorias analisadas. O efeito mix, que mede a variação de vendas entre diferentes produtos, foi negativo em várias categorias, indicando uma mudança no comportamento de compra dos consumidores.
A inflação de itens de mercearia, como arroz e café, foi de 4,3% em 2024. Contudo, a alteração no mix de produtos resultou em um recuo de 1,8% nos gastos, levando a um crescimento final de 2,7% na categoria em comparação a 2023. O atacarejo ganhou espaço, com 70,3% dos lares comprando alimentos nesse canal.
Os supermercados também enfrentaram aumento na inflação, que subiu 3,1% no terceiro bimestre de 2024, alcançando 9,8% até o final do ano. O volume de vendas caiu 0,8%, tendência que se manteve em 2025, segundo dados de outras consultorias.
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