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Aumento do hot desking transforma dinâmica de trabalho em escritórios nos EUA

A crescente adoção do hot desking nos EUA, especialmente em tecnologia, gera desafios e novas dinâmicas no ambiente de trabalho.

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Desde o início da pandemia, muitas empresas mudaram para o trabalho remoto, e agora, com o retorno ao escritório, o hot desking, onde não há mesas fixas, está se tornando mais comum. Atualmente, cerca de 20% dos espaços de trabalho nos EUA são não designados, um aumento em relação a 10% em 2020. Essa mudança é mais visível em empresas de tecnologia, enquanto setores tradicionais, como finanças e governo, ainda estão hesitantes. O hot desking pode causar confusão, como quando um funcionário ocupa uma mesa que não reservou, levando a situações desconfortáveis. Em outros lugares, como na Nova Zelândia, a adoção do hot desking foi bem-sucedida, com a empresa explicando os benefícios e melhorando a infraestrutura para os funcionários. No entanto, a popularidade do hot desking nos EUA pode ter limites, já que algumas empresas estão oferecendo mesas fixas como um benefício para atrair os funcionários de volta ao escritório.

Desde o início da pandemia, o trabalho remoto se tornou comum, alterando as dinâmicas de escritório. Atualmente, cerca de 20% dos espaços de trabalho nos Estados Unidos são não designados, com o hot desking (escolha de mesa) ganhando popularidade, especialmente entre empresas de tecnologia.

Em 2020, apenas 10% dos escritórios tinham essa configuração, segundo dados da Gensler, uma firma de arquitetura. O aumento do hot desking é mais evidente em setores inovadores, enquanto áreas tradicionais, como serviços financeiros e governo, permanecem relutantes em adotar essa prática.

Trish, uma funcionária de Nova York, relata que, ao retornar ao escritório em 2022, teve que reservar sua mesa diariamente. Ela observa que alguns colegas ignoram essa regra, criando situações desconfortáveis. “É uma piada no escritório que todos sabem que ela não segue a política”, diz Trish, referindo-se a uma colega que frequentemente ocupa mesas não reservadas.

Desafios do Hot Desking

Jason Munger, que trabalha em manufatura em Michigan, descreve a experiência de compartilhar mesas em um ambiente de hot desking. Ele menciona que, em um escritório, aproximadamente 25 pessoas competiam por 10 mesas, levando a incertezas sobre onde se sentar. “É complicado decidir se devo me instalar ou se vou ter que mudar de lugar”, explica Munger.

Apesar das dificuldades, o hot desking é mais comum em outros países. Dados da Leesman mostram que mais de 60% dos trabalhadores globais têm assentos não designados, um aumento em relação a 38% em 2020. Polly Frier, que trabalhou em um santuário de animais no Reino Unido, lembra que sempre escolhia um canto para se sentir à vontade e participar das conversas.

Adoção e Adaptação

Brendon Bentley, responsável por implementar o hot desking na Nova Zelândia, destaca que a mudança foi bem recebida. A empresa, com 45 funcionários, compartilha 35 mesas e organiza o espaço em áreas de trabalho e zonas silenciosas. “Fizemos um esforço para comunicar os benefícios da mudança”, afirma Bentley.

Embora o hot desking esteja em ascensão, algumas empresas nos Estados Unidos estão revertendo para mesas designadas como um benefício para o retorno ao escritório. Ash Duke, que trabalhou em um ambiente de hot desking em Nashville, relata que a mudança para mesas designadas trouxe mais conforto e menos estresse. “Agora, sei que não vou ter que me mudar a cada poucos minutos”, conclui.

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