O governo da China está sendo acusado de esconder e manipular dados econômicos, segundo uma reportagem do Wall Street Journal. Informações importantes, como o crescimento do PIB e o desemprego juvenil, não estão sendo divulgadas ou estão sendo apresentadas de forma confusa. Por exemplo, enquanto o governo anunciou um crescimento de 5% para 2024, o banco Goldman Sachs estima que o crescimento real seja de apenas 3,7%. Além disso, a taxa de desemprego entre jovens, que chegou a 21,3% em 2023, foi mantida em segredo por cinco meses e, quando divulgada, caiu para 14,5% após excluir milhões de estudantes que buscavam emprego. Outros dados, como o número de cremações e a produção de shoyu, também deixaram de ser atualizados. As bolsas chinesas pararam de publicar dados sobre investidores estrangeiros e as vendas de imóveis não são mais informadas desde 2022. Economistas que questionam esses dados enfrentam censura, como o caso de Gao Shanwen, que foi proibido de falar publicamente após sugerir que o crescimento poderia ser de apenas 2%. Diante da falta de dados confiáveis, instituições financeiras estão criando suas próprias estimativas usando informações alternativas.
O governo da China é acusado de manipular e restringir a divulgação de dados econômicos para esconder a real situação do país, conforme reportagem do Wall Street Journal. A publicação aponta que estatísticas como o crescimento do PIB e o desemprego juvenil foram ocultadas ou alteradas, resultando em estimativas de crescimento muito inferiores.
O Produto Interno Bruto (PIB) foi um dos principais focos. O governo chinês anunciou um crescimento de 5% para 2024, atingindo a meta oficial. No entanto, o banco Goldman Sachs estima um avanço de apenas 3,7%, enquanto o Rhodium Group aponta um crescimento ainda menor, de 2,4%. A taxa de desemprego juvenil também gera desconfiança. Após atingir 21,3% em meados de 2023, o dado ficou cinco meses sem divulgação. Quando foi atualizado, mostrou uma queda para 14,5%, após a exclusão de 62 milhões de estudantes da contagem.
Dados Ocultos
Outros indicadores também deixaram de ser divulgados. O número de cremações, usado como termômetro demográfico durante a pandemia, não é atualizado desde 2022. A produção de shoyu, que reflete o consumo doméstico, não é atualizada desde maio de 2021. Além disso, as principais bolsas chinesas pararam de publicar dados sobre a entrada e saída de investidores estrangeiros em abril de 2024.
No setor imobiliário, as vendas de imóveis habitacionais não são divulgadas desde 2022, em meio à crise de grandes incorporadoras. Economistas que questionam os dados oficiais enfrentam censura. O economista Gao Shanwen, da SDIC Securities, foi proibido de fazer declarações públicas após afirmar que o crescimento poderia estar próximo de 2% ao ano.
Buscando Alternativas
Diante da falta de dados confiáveis, instituições financeiras e analistas têm buscado estimativas alternativas. O Goldman Sachs desenvolveu modelos próprios para mensurar a atividade econômica da China, utilizando dados paralelos e cruzamentos estatísticos. A escassez de informações precisas levanta preocupações sobre a transparência econômica do país.
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