Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Geraldo Alckmin vê oportunidades para o agronegócio brasileiro na guerra comercial EUA-China

A guerra comercial entre EUA e China gera incertezas para o agronegócio brasileiro, que teme perder espaço em acordos futuros.

0:00
Carregando...
0:00

Líderes do agronegócio brasileiro estão preocupados com a possibilidade de um acordo entre os Estados Unidos e a China, que pode afetar as exportações do Brasil. A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) acredita que o Brasil pode aumentar sua produção de soja para 60% do total mundial até 2030, mas alerta para os riscos de barreiras comerciais. O vice-presidente e ministro da Indústria, Geraldo Alckmin, destacou que a guerra comercial pode beneficiar o agronegócio brasileiro, já que a China está comprando mais produtos agrícolas do Brasil. No entanto, o presidente da CNA, João Martins, expressou que um acordo entre os dois países pode prejudicar o Brasil, que já depende muito das exportações para a China. Ele também mencionou que a incerteza atual está dificultando o acesso a empréstimos e programas de apoio ao setor. A senadora Tereza Cristina ressaltou que a China está se preparando para a guerra comercial, aumentando suas importações. Apesar das oportunidades, os representantes do agronegócio pedem cautela diante das mudanças nas relações comerciais globais.

O presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins, expressou preocupações sobre um possível acordo entre os Estados Unidos e a China, que pode impactar negativamente o agronegócio brasileiro. Durante evento em São Paulo, ele afirmou que a incerteza atual gera riscos, especialmente para pequenos produtores, enquanto o Brasil se beneficia da demanda chinesa por soja e carnes.

O vice-presidente e ministro da Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, destacou que a guerra comercial entre os dois países pode favorecer o agronegócio nacional. Ele mencionou que o Brasil está se consolidando como um forte exportador, prevendo que o país pode alcançar 60% da produção global de soja até 2030. Alckmin ressaltou a importância da relação comercial com a China, que é o maior parceiro do Brasil.

Por outro lado, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Pedro Lupion, alertou para os riscos de um grande acordo entre os EUA e a China, que poderia excluir o Brasil do mercado. A senadora Tereza Cristina, ex-ministra da Agricultura, também enfatizou que a China está se preparando para a guerra comercial, aumentando suas importações de produtos agrícolas.

Martins, da CNA, indicou que a incerteza ocorre em um momento de custos elevados para empréstimos, o que pode dificultar o acesso a subsídios para pequenos produtores. Ele destacou que o agronegócio brasileiro está cada vez mais integrado ao cenário global e deve se adaptar às transformações econômicas e políticas que afetam os mercados internacionais.

A diretora de relações internacionais da CNA, Sueme Mori, afirmou que não se espera um retorno ao cenário comercial anterior à guerra tarifária. Ela mencionou três cenários possíveis, sendo o mais preocupante um acordo entre os EUA e a China que prejudique o Brasil. Apesar dos desafios, Mori acredita que o Brasil pode se adaptar e explorar novas oportunidades no comércio global.

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais