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União Europeia planeja banir importações de energia russa até 2027

União Europeia planeja banir importações de gás russo até 2027, mas enfrenta resistência de países como Hungria e Eslováquia.

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A Comissão Europeia anunciou um plano para acabar com as importações de gás russo até o final de 2027. O comissário de Energia, Dan Jorgensen, afirmou que a Europa não pode mais permitir que a Rússia use a energia como arma. Apesar da redução significativa nas importações de gás e petróleo da Rússia desde a invasão da Ucrânia, países como Hungria e Eslováquia estão preocupados com a segurança energética e os preços, e se opõem ao plano. A Comissão vai apresentar propostas legislativas em junho, pedindo que os Estados membros elaborem planos para substituir as importações de energia da Rússia. A meta é diminuir a dependência de gás, petróleo e materiais nucleares russos, mas ainda existem desafios políticos e contratuais a serem superados.

A Comissão Europeia anunciou um plano para proibir todas as importações de gás russo até o final de 2027. A decisão é parte de uma estratégia para reduzir a dependência energética da Rússia, intensificada após a invasão da Ucrânia em 2022. O comissário de Energia, Dan Jorgensen, afirmou que a Europa não permitirá mais que a Rússia use a energia como arma.

O plano será detalhado em propostas legislativas que devem ser apresentadas em junho. Os Estados membros da União Europeia (UE) terão que elaborar planos nacionais para eliminar gradualmente as importações de gás, petróleo e materiais nucleares da Rússia. A meta é que a dependência de gás russo caia de 19% em 2024 para zero até 2027.

Entretanto, países como Hungria e Eslováquia manifestaram resistência ao plano, alegando preocupações com a segurança energética e aumento nos preços. O ministro das Relações Exteriores da Hungria, Peter Szijjártó, criticou a proposta, afirmando que ela ameaça a segurança energética e viola a soberania nacional.

A UE já reduziu significativamente suas importações de energia da Rússia. O gás russo representava 45% do consumo europeu em 2021, caindo para 19% em 2024. O petróleo russo, que era 27% no início de 2022, agora corresponde a apenas 3%. No entanto, a dependência de materiais nucleares ainda é uma preocupação, com 14% do urânio da UE vindo da Rússia.

A Comissão se comprometeu a garantir que a transição para fontes de energia alternativas minimize o impacto econômico sobre os países membros. O plano inclui também medidas para combater o uso de frotas ocultas que a Rússia utiliza para contornar sanções.

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