Os Correios decidiram proibir o uso do WhatsApp no trabalho, alegando que ele traz riscos à segurança das informações e problemas de saúde para os funcionários. A decisão foi comunicada em um documento interno, que destaca que o WhatsApp não é controlado pela empresa, o que dificulta o monitoramento de informações sigilosas. A estatal também mencionou que o uso do aplicativo pode causar dores e problemas de postura, já que ele só pode ser acessado pelo celular. Em vez do WhatsApp, os Correios vão usar apenas o Microsoft Teams para comunicação, mas ainda não informaram como ficará a situação dos 40 mil funcionários que não têm acesso a essa ferramenta. Essa mudança acontece em um momento crítico, já que a empresa registrou um prejuízo de R$ 3,2 bilhões em 2024 e R$ 424 milhões em janeiro de 2025.
Os Correios anunciaram a proibição do uso do WhatsApp no ambiente de trabalho, citando riscos de segurança da informação e problemas ergonômicos. A decisão foi comunicada aos gestores em 18 de abril por meio de um documento interno que destaca a inadequação do aplicativo para assuntos sigilosos.
A estatal afirma que o WhatsApp particular não é controlado pela tecnologia da informação da empresa, o que impede o monitoramento de vazamentos de informações sensíveis. A comunicação interna alerta que grupos de trabalho no aplicativo podem envolver a troca de dados classificados como restritos, comprometendo a governança e o sigilo de informações estratégicas.
Para substituir o WhatsApp, os Correios determinaram o uso exclusivo do Microsoft Teams, que já está disponível para mais de 40 mil funcionários. No entanto, a empresa não esclareceu a situação dos outros 40 mil colaboradores que ainda não têm acesso à plataforma. A assessoria de imprensa da estatal não se manifestou até o fechamento desta reportagem.
Além das questões de segurança, a estatal também mencionou motivos ergonômicos para a proibição. O uso frequente do WhatsApp em dispositivos móveis pode causar dores musculoesqueléticas e problemas de postura. Como o aplicativo é bloqueado nos navegadores dos computadores corporativos, os funcionários só podem utilizá-lo pelo celular, o que prejudica a saúde física.
Essa decisão ocorre em um contexto de grave crise financeira enfrentada pelos Correios, que registraram um prejuízo de R$ 3,2 bilhões em 2024, o maior da história da empresa. Em janeiro de 2025, o déficit foi de R$ 424 milhões, também um recorde negativo para o mês.
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