A Ferrari teve um bom desempenho financeiro no primeiro trimestre, com um aumento de 13% na receita líquida, que chegou a € 1,79 bilhão. Esse crescimento foi impulsionado pelas vendas de modelos mais caros e pela demanda por personalizações, especialmente na Europa e nas Américas. Apesar disso, as vendas na China caíram 25%, refletindo uma tendência de baixa no mercado de carros de luxo ocidentais. A empresa também confirmou suas projeções para o ano e, embora as ações tenham caído 0,3%, a Ferrari continua a vender uma parte significativa de seus carros nos Estados Unidos. A fabricante planeja aumentar os preços de alguns modelos em até 10% devido a tarifas. Embora as vendas globais tenham crescido 1%, a queda na China é uma preocupação, mas a Ferrari se mantém menos exposta a esse mercado em comparação com outras marcas. O CEO da Ferrari mencionou que a empresa pode reconsiderar suas vendas na China para aproveitar a crescente demanda por veículos elétricos de luxo.
A Ferrari anunciou um aumento de 13% na receita líquida no primeiro trimestre de 2025, alcançando € 1,79 bilhão. O crescimento foi impulsionado pela venda de modelos de alto valor e pela demanda por personalizações, apesar de uma queda de 25% nas vendas na China.
Os resultados financeiros da fabricante de supercarros foram divulgados nesta terça-feira, 6 de maio. O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) também cresceu, subindo 15% e alinhando-se às expectativas do mercado. A empresa manteve suas projeções para o ano, mesmo diante de desafios no setor automotivo.
Desempenho Global
Embora as vendas globais tenham aumentado 1%, a Ferrari enfrentou dificuldades na China, onde a demanda por carros de luxo ocidentais permanece fraca. O desempenho na região é um reflexo de uma tendência mais ampla, com a fabricante limitando suas vendas na China a 10% do total, devido a tarifas que impactam as margens de lucro.
O CEO Benedetto Vigna indicou que a empresa poderia reconsiderar essa estratégia para explorar novas oportunidades, especialmente com o crescimento da demanda por veículos elétricos de luxo. Nos Estados Unidos, a Ferrari continua a ser forte, vendendo cerca de 25% de seus carros nesse mercado.
Impacto das Tarifas
As ações da Ferrari caíram 0,3% em Milão após a divulgação dos resultados, refletindo um declínio de aproximadamente 1% no ano. A empresa planeja aumentar os preços de alguns modelos em até 10% para compensar os custos das tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos.
A Ferrari se destaca por sua resiliência em um mercado desafiador, onde muitos concorrentes enfrentam dificuldades semelhantes. A fabricante continua a focar em sua linha de produtos premium e em inovações que atendam às novas demandas do mercado.
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