A guerra comercial entre os EUA e a China está afetando as exportações chinesas, especialmente devido a tarifas altas. Empresários chineses, como Sandy Zeng, estão mudando seu foco para novos mercados na Ásia, Europa e América do Sul, já que as vendas para os EUA caíram. A Feira de Cantão, uma grande exposição comercial, teve mais compradores do Oriente Médio e de países do BRICS, enquanto o interesse dos EUA diminuiu. Muitos exportadores, que antes vendiam a maior parte de seus produtos para os americanos, agora buscam alternativas. A atividade fabril na China está em queda, e as vendas para os EUA estão fracas. Apesar de alguns sinais de negociações entre os dois países, muitos empresários estão se preparando para um futuro com menos compradores americanos. O Sudeste Asiático se tornou um mercado importante para as exportações chinesas, e as empresas estão tentando se adaptar a essa nova realidade, mesmo com incertezas sobre tarifas e políticas.
Empresários chineses buscam novos mercados diante da guerra comercial com os EUA
A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China tem impactado severamente as exportações chinesas. Empresários, como Sandy Zeng, cofundador da Guangdong, estão se adaptando e redirecionando seus negócios para mercados na Ásia, Europa e América do Sul. Zeng, que antes vendia produtos para animais de estimação nos EUA, agora aposta em um crescimento significativo no mercado asiático.
Durante a Feira de Cantão, realizada em Guangzhou, ficou evidente que os exportadores chineses estão se preparando para diversificar sua clientela. O evento registrou um aumento de 24% no número de compradores do bloco BRICS, que inclui países como Rússia e Índia, e um crescimento de 17% entre as nações da Belt and Road Initiative. Em contraste, o interesse dos compradores dos EUA caiu.
A atividade fabril na China enfrenta desafios, com a pior contração desde 2023 e novos pedidos de exportação em seu nível mais fraco desde 2022. Albert Zhai, da Liaoning Aroma International Trade, afirmou que mais de 80% de suas exportações eram destinadas aos EUA, mas essa proporção está mudando. Ele planeja focar na Europa e na América do Sul.
Os empresários enfrentam dificuldades para encontrar novos mercados, já que muitos países tentam proteger suas economias de produtos chineses. Apesar disso, o Sudeste Asiático se tornou o maior mercado de exportação da China, com um crescimento significativo no comércio eletrônico. Yuan Li, da Guangdong Songfa Ceramics, acredita que a lacuna deixada pelos EUA será preenchida por mercados emergentes.
A incerteza política e tarifária tem levado empresas a adiar planos de expansão fora da China. Roe Yuan, do Zhuguang Group, decidiu não prosseguir com a construção de uma nova fábrica no Camboja, optando por alugar instalações existentes. A volatilidade nas relações comerciais com os EUA tem levado muitos a evitar negócios com compradores americanos, mesmo diante de consultas.
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