A produção industrial no Brasil cresceu 1,2% em março de 2025, após cinco meses sem avanços significativos. Esse aumento foi impulsionado principalmente pelos setores de petróleo, indústrias extrativas e farmacêuticos. Apesar desse crescimento, especialistas alertam que a economia pode desacelerar no segundo semestre. A produção industrial teve um desempenho melhor do que o esperado, já que analistas previam uma queda ou um aumento menor. No primeiro trimestre de 2025, a produção subiu apenas 0,1% em relação ao último trimestre de 2024. A Federação das Indústrias de São Paulo projeta um crescimento de 1,3% para este ano, após um aumento de 3,1% em 2024. Embora março tenha mostrado um desempenho positivo, a indústria ainda enfrenta desafios, como juros altos e incertezas no mercado global.
RIO E SÃO PAULO – A produção industrial brasileira registrou um crescimento de 1,2% em março de 2025, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Este aumento é o maior desde junho de 2024 e superou as expectativas do mercado, que variavam de uma queda de 0,2% a um aumento de 0,7%.
O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelos setores de petróleo, indústrias extrativas e farmacêuticos. Economistas do Itaú Unibanco, Natalia Cotarelli e Mariana Garrido, destacaram que a produção industrial foi mais forte do que o esperado, embora alertassem para uma possível desaceleração econômica no segundo semestre. O economista Igor Cadilhac, do banco PicPay, também confirmou que o primeiro trimestre teve um desempenho melhor do que o previsto, mas ressaltou a continuidade de desafios estruturais.
Desempenho Setorial
No primeiro trimestre de 2025, a produção industrial subiu 0,1% em comparação ao quarto trimestre de 2024. A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) projetou um crescimento de 1,3% para este ano, após uma alta de 3,1% em 2024. A entidade apontou que fatores como o aperto monetário e a incerteza global continuarão a impactar o setor.
Em março, 16 dos 25 ramos industriais pesquisados apresentaram aumento na produção. Os destaques foram os derivados do petróleo e biocombustíveis, com 3,4%, indústrias extrativas, com 2,8%, e produtos farmacêuticos, que cresceram 13,7%. André Macedo, do IBGE, observou que, apesar da recuperação, o setor ainda enfrenta um cenário desafiador, com juros elevados e alta inadimplência.
Expectativas Futuras
O crescimento de março representa uma recuperação após cinco meses de estagnação, onde a produção variou de -0,7% a 0,1%. Macedo enfatizou que, embora o desempenho de março seja positivo, não indica uma tendência de alta contínua. Em relação a março de 2024, a produção industrial aumentou 3,1%, refletindo um avanço no acumulado de doze meses.
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